quarta-feira, 4 de junho de 2014

Leaving house to my new home

Sim, chegou a hora.
A hora de sair, de mudar, de começar o novo, tudo de novo.
É com este clima de novidade que despeço-me deste lugar que me acolheu durante quase 5 anos.
Lembro-me até hoje quando visitei meu apartamento com o corretor da imobiliária. Adorei tudo na primeira vista, quando é para ser nosso, a gente sabe por dentro e sente na hora. Estava com receio de demonstrar para o cara o quanto tinha gostado do apê para não inflacionar a negociação. Não prestei atenção aos detalhes, mas estava tudo perfeito.
No curto período de 2 semanas, lá estávamos nós de mala e cuia.
Confesso que o começo não foi nada fácil: adaptar-me ao novo bairro, novos barulhos, novos caminhos. Nova manicure, costureira, cabeleireiro, padaria, supermercado e todos esses serviços que obrigatoriamente tem estar localizados perto de casa. Desbravei um novo mundo que, por 27 anos estavam limitados ao bairro de Perdizes debaixo da asa da minha mãe.
Mudamos exatamente com uma TV de tubo, cama, geladeira, máquina de lavar, um sofá velho que herdei da antiga casa, além do fogão que aqui já estava. 
As vozes ecoavam o vazio do apartamento, praticamente um acampamento de luxo, somente com o essencial e nada além.
Aos poucos fomos evoluindo, comprando uma coisinha aqui, outra ali, até que pudemos chamá-lo de "nossa casa".
Infelizmente a legislação no Brasil não protege as pessoas que não tem condições ou não querem comprar uma casa própria e permite que um novo contrato seja elaborado sem considerar o histórico.
Tomamos um golpe pelas costas pois, despreparados e novatos no ramo, acabamos absorvemos o novo contrato com praticamente o dobro do valor. Apertamos as contas e seguimos em frente.
Desde o ano passado, a gente vem conversando sobre a possibilidade de irmos para um outro lugar, mais barato, ou melhor, mais justo.
Depois de muito pesquisar, cogitar mudar de bairro (agora que já criei minhas raízes aqui não quero mudar novamente!) e visitar uma dúzia de novos lares, encontramos o novo.
Se a empolgação deste novo foi a mesma do primeiro? Sinceramente, não.
Estou apegada à esta casa que me acolheu durante estes últimos anos. Aqui vivi muitas alegrias e pouquíssimas tristezas. Pude notar que entrei como uma menina e que estou saindo como uma mulher. Uma mulher responsável, que sabe cuidar da casa, que cozinha (apesar de não gostar muito), lava louça, roupa, passa, faz faxina e que até aprendeu a usar a panela de pressão.
Dizem que de 7 em 7 anos acontecem mudanças na nossa vida. Estou no meu primeiro número 7 deste relacionamento lindo que irá se transformar em algo ainda maior neste ano. Nada é ao acaso.
Respiro fundo e sigo adiante. Afinal, quem não muda, dança.



(temporariamente sem imagem, pois meu celular morreu)


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