segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Japón

Viajando pelo mundo conseguimos vê-los sempre em bando, com as melhores câmeras fotográficas e filmadoras espalhados pelos pontos turísticos das cidades do globo.

Tenho uma conexão especial com a cultura quando, desde pequena, procuramos por Deus em uma religião diferente num templo oriental. O que mais me fez acreditar foi a cura acelerada de uma doença dos rins que peguei aos 13 anos. Desde então, ora mais perto, ora mais longe, esta religião sempre me esteve presente.

Por golpe do destino, ocasionalmente vim trabalhar para uma marca japonesa em uma empresa nacional e, depois de 3 anos e meio de dedicação, fui convidada a visitar sua matriz em Osaka, Japão. Uma cidade industrial, a segunda maior cidade do país, marcada por linhas retas num cenário cinza do concreto e do aço.

Em um capítulo a parte falarei mais sobre minha estréia numa corrida internacional, que foi realmente muito, mais muito emocionante.

Adoro observar as particularidades culturais e este povo tem uma riqueza incrível e uma enorme e pura tradição.

Nos negócios, tem um jeito todo especial de cumprimentar, de trocar os cartões de visita, de apresentar e muitos "shank you", já que estamos falando de um povo prá lá de educado.

Impossível não notar sua imensa educação e hospitalidade, falando sempre baixinho e em posição servil. A forma como pagamos qualquer conta que seja através de uma bandejinha única, suas mil palavras por segundo que obviamente não entendo nada, exceto uma que foi incessantemente repetida: "Arigatogozaimasu".

As mulheres nas ruas parecem bonecas de cera, produzidas com maquiagem e cabelos impecáveis. Gostam de se diferenciar, usar grifes famosas, salto alto. Neste momento tudo é válido para serem one-of-a-kind.

Seus personagens infantis ilustram a inocência e o culto a criança que há dentro de cada um. Dos mais variados possível, eles estão por toda a parte. Seus anúncios publicitários são poluídos e seu texto briga com as imagens e ilustrações. Tudo por mais e mais informação, afinal o funcional é sua máxima exigência.

Nos restaurantes, sempre há fotos ou mock-ups com as opções disponíveis, talvez um jeito honesto (mas exótico) de mostrar seu vasto menu.

O castelo de Osaka é lindo e imponente por fora, porém não muito atrativo por dentro. O ápice da viagem foi marcado pela visita ao templo Shitennoji Temple. Infelizmente não foi desta vez que visitarei Kyoto e nem a capital, mas foi apenas uma amostra da tradição e religião japonesa. Reverências aos deuses, moedinhas, patuás convivendo em harmonia com o cenário calmo e sereno das velhas árvores de carvalho, jardins zens e personagens esculpidos. 



Foram 3 dias de vôo para praticamente 4 em terra, mas valeu a pena.
Me sinto realizada com este presente de Deus por ter tido esta oportunidade única de viver dias tão intensos do outro lado do planeta. Já estou planejando a próxima!

P.S.: a demora do post se deu por não conseguir colocar as fotos no meio do texto. Enfim, seguem todas elas abaixo...


A tal da bandeijinha para pagamentos. Peculiar e simpática.

As bonecas de cera da vida real. Lindas, estilosas e únicas.

Quando cheguei aqui, pensei: "Agora sim estou no Japão!"



Detalhe da faixa de pedestres

Eu em frente do Castelo de Osaka. Lindo por fora, oco por dentro.

A foto mais linda da viagem, ever!



Osaka by night. Vista da Tsutenkaku Tower


A Tsutenkaku Tower, um dos pontos turísticos



Metrô - poluição visual é pouco!


Mockups nas vitrines nos restaurantes


Osaka by day. Acho que deu para notar seu "grey landscape"




Eu no Shitennoji Temple. Paz, amor e good vibes para coroar a viagem!


Os guerreiros Ino, eu e Pati


Queridos Akira e Pati brindando e comendo carne Kobe! 


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