domingo, 8 de dezembro de 2013

Felicidade Extrema

Faz um tempinho que tenho ensaiado para escrever este post.
Venho refletindo sobre este assunto e esperando o momento certo de ele vir ao ar.

O que é felicidade para você?
Segundo o Dicionário Priberam:

(latim felicitas-atis)
substantivo feminino
1. Concurso de circunstâncias que causam ventura.
2. Estado da pessoa feliz.
3. Sorte.
4. Venturadita.
5. Bom êxito.

a felicidade eterna• A bem-aventurança.

Mesmo com estes cinco bullet points e é difícil a tradução. Pois felicidade a gente não diz, não compra, não representa, não consegue fotografar, nem filmar. A gente simplesmente sente, e sente intensamente quando ela chega.

Agora que o ano está praticamente no fim, posso afirmar que este foi um dos melhores anos da minha vida. É claro que entre momentos felizes e outros nem tanto (como é normal acontecer), os felizes pesaram mais, muito mais.

O ser humano tem a tendência de recordar em minúcias suas dores e desavenças, enquanto os êxtases e gozos tendem a se esvair com o tempo. Fazemos força para que eles fiquem e se eternizem.

Meu primeiro sentimento de felicidade extrema este ano foi minhas lágrimas de sonho alcançado quando avistei aquele relógio imponente, maravilhoso que conhecia em minúcias dentre fotos e esculturas. Desta vez, era eu que estava lá. Ouvindo seus badalados a cada quinze minutos, seus ponteiros movendo-se lentamente e ele ali, dentre as nuvens cinzas, sorrindo iluminado me cumprimentando, como se cumprimenta um velho amigo que não se vê há tempos. Sim, o Big Ben me causou tudo isso e mais um pouco mas, como já disse, este é só um recorte, um grão de areia dentro do oceano de significações para descrever este momento incrível que ficará registrado na minha memória eternamente (um pouquinho mais neste post). 


Muitas outras coisas aconteceram, e a segunda felicidade extrema de 2013 foi completar  os 8.8Km da Maratona de Osaka. Não foi só a corrida em si, mas todo seu percurso até chegar até ali, além tudo o que ela significou. Por pouco mais de 2 meses, lá estava eu, vencendo a preguiça acordada às 6h da manhã por 2 ou até 3x por semana para correr no parque, embaixo de chuva, sol ou tempestade. Foi o sentimento de persistência e o objetivo único de sentir o que era o barato desta tal de corrida, meu treinador guerreiro que nunca me deixou desistir da última volta e da sensação que seria fazer uma prova internacional. A endorfina matinal na veia fazia com que os dias fossem mais produtivos, mais coloridos e mais bem vividos, apesar das dores e do cansaço. Foi num desses dias de treino que não faltei mesmo sendo o meu aniversário, que finalmente bati os 9Km sem andar. Cheguei em casa, toda suada, vermelha, feliz e recebi o presente mais incrível da minha vida: o pedido de casamento do meu amado. 

Larguei forte naquela maratona ao lado da Pati querida que se emocionou tanto quanto eu de estar no meio daquele arco-íris oriental. Agradeci aos céus, a Deus e todos os santos de estar viva e por essas pequenas coisas que possuem com grandes significados. Segurei o pace nos quilômetros seguintes, sempre motivada pelos gritos "avaré" (que significava Go! Go! Go!) dos japoneses. Quando avistei o pórtico, tirei algumas fotos, guardei o iPhone bem antes pois queria curtir este momento com a maior intensidade possível. Cruzei. A sensação de ter atingido mais um objetivo, me arrancou lágrimas de felicidade e gratidão. Sim, eu venci.

2014 é um ano que promete muito. Que venha e venha com tudo!



P.S.: Uma musiquinha meio antiga para coroar este momento. 
Esta é a mais linda versão da Hanna - Como en un mar eterno.


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