sábado, 28 de dezembro de 2013

10 músicas viciantes (parte II)

É claro que a gente tem as favoritas que ficam guardadas na memória e no coração. Mas estou sempre aberta as novas músicas que repetem em voz alta na minha cabeça. 

Talvez esta seleção não seja um segredo, pois muitas delas já postei aqui no blog. A novidade é a descoberta por que elas viciam. 

Segue a seleção atualizada do post antigo:




1. "Home": Edward Sharp & the Magnetic Zeros - linda, maravilhosa, sensível, romântica, tudodebom.com.br! Por que vicia: este jogral é lindo, as 2 vozes se complementam, os assobios fofos, além de tocar meu coração quando "home is wherever with you" (refrão) e "I was falling deep deeply in love with you" (3'40'')





2. "Under your spell": Desire - É da trilha sonora do filme Drive e está no meu top played do iTunes (49x tá bom?). Diz pouco, mas diz tudo. AMO esta música, sem contar neste filme e nos atores, certamente um dos que mais gosto nesta vida. Por que vicia: pelo arranjo (um zum zum zum que sei lá que instrumento é esse) por que "I do nothing but think of you" e "you give me under your spell" (refrão) 





3. "Flight Attendant": Josh Rouse - música chic, sensual, trilha sonora do filme "Comer, Rezar e Amar". Por que vicia: O piano e a percussão (aquela batidinha que acompanha a música inteira), sem contar na voz rouca dele. Sem dúvida!





4. "Young and beautiful": Lana del Rey - talvez a que mais ouvi nestes últimos meses. É linda, apesar de um pouco melancólica. Ela parece uma diva dos anos 80 no clipe. Por que vicia: além da voz dela do refrão, amo a parte dos 2'57'' que ela "shine like diamonds!"





5. Life on Mars?: David Bowie - não entendia por que minha BFF Cris amava tanto este cara. Passei a compreender exatamente depois de ver uma das melhores exposições que já fui, "David Bowie is" no Victoria & Albert Museum. Realmente ele é um gênio. Por que vicia: por que os "sailors fighting in the dance hall" e "it's the freakiest show" (refrão), além do "Mickey Mouse has grown up a cow" no 1'52''





6. "Nightcall": Kavinsky - também da trilha sonora do Drive. Sei lá o motivo, mas esta música me lembra a galeria Ouro Fino. Por que vicia: as batidas eletrônicas duras e metálicas são demais. Sem contar na voz dele com efeitos em contraponto ao "there's something inside you, it's hard to explain" no 1'16'' e as batidas a partir dos 3'42''. 





7. "Kill the DJ": Boomin - conheci esta banda louca de Wigan no The Cavern Club em Liverpool, a casa de shows underground onde os Beatles começaram. Assistimos o show inteiro, o baixista fazendo caras e bocas (o loiro freak do vídeo) e eu e o Du tomando todas. Ao final, comprei um CD por 10 libras e pedi autógrafo de todos. Por que vicia: além do "Hey hey kill the DJ" (refrão), e do protesto no 2'21'' "live music all the way, no DJ pressing play, live music all the way…"





8. "London Calling" - The Clash - sei que estou me tornando meio cansativa de tanto que tenho falado de Londres aqui neste blog. É que esta cidade representa tanto para mim que tenho certeza de que a visitarei muitas e muitas vezes mais. Esta música começou a tocar quando pisei na terra da rainha, ao entrar na primeira loja do concorrente no retail tour. Por que vicia: o refrão "Loooonnnndon Calling" diz por si só, além do "at top of the dial" nos 3'03''. Adoro o Big Ben no começo do clipe também (do oficial que não consegui postar aqui sei lá por quê).





9. "Déjame Vivir": Jarabe de Palo amo músicas em espanhol e quem me apresentou esta banda foi o Du. Esta música é demais, a letra linda. Por que vicia: a voz dela é forte, as batidas e nos 1'32'' "Déjame vivir libre.. pero a mi manera".





10. Mala Vida - Nouvelle Vague - amo músicas em espanhol e esta banda é super versátil, pois eles são franceses. A voz da mulher é incrível e a música inteira linda. Por que vicia: por conta deste tecladinho no sopro  (aqui tem a versão deles no aeroporto) e "Cada día, se la traga mi corazón, dime tú porque te trato yo tan bien" nos 0'33'' e "Mi corazón" (1'16'')




Enjoy and have fun! :)


2013 em posts

Chega esta época do ano e a gente começa a fazer o balanço das coisas boas que aconteceram, dos planos postergados e da expectativa para o ano que nascerá em breve.

Não posso reclamar de 2013, muito pelo contrário, apesar do final "13" em que muitos acreditam ser um número de azar, realizei muitos sonhos e passei o ano em grandes momentos. O ano já começou com tudo, pegando fogo desde o primeiro dia (aqui)

Virei o ano em SP. Perdi as contas de quantos anos isso não acontecia. Foi divertido, champagne, fogos, música e dança. Surpreendente.

Amor. Amo cada dia mais (aqui). Certamente mais que ontem e menos que amanhã. O dia-a-dia em que os detalhes fazem a diferença, com atitudes lindas e que aquecem meu coração. A saudade de estar longe dele enquanto viajei, que só fortaleceu ainda mais nosso relacionamento. Ficamos noivos (aqui)! Mais um passo para intensificar ainda mais este amor e no futuro crescer esta família linda.

Trabalho. Trabalhei bastante, confesso. Equipe desfalcada, novo chefe, muitos projetos, meetings, viagens, corridas e por aí vai. Em alguns momentos, deixei de fazer minhas coisas, ir ao supermercado, passear no shopping, escrever no blog pois vivi para o trabalho muitos meses de 2013 (aqui). Conheci pessoas incríveis, agências, jornalistas e maratonistas. Se valeu a pena? Com certeza. 

Viagens. Muitas. E bem inesperadas! Começo realizando o meu sonho de conhecer Londres (aqui - meu olho enche de lágrimas toda vez que releio este post), fui para o Rio algumas vezes, Salvador, Porto Alegre e até do outro lado do mundo no Japão (aqui) pude ir. Viagens são sempre bem vindas, mais cultura, mais fotos, aprendizados, inglês e outras línguas. Sensacional.

Amigos. Vivendo a vida e bons momentos ao lado deles. Quando viramos gente grande, aprendemos que aquele convívio diário no estilo escolar dos amigos muda. Podemos ficar cem anos sem encontrá-los, que viram cem intensos anos vividos dentro de poucas horas (aqui). Aprendi com a vida a selecionar as amizades, de estar sempre próxima de quem realmente se importa comigo (e vice-versa!). Em 2013, deixei alguns pelo caminho para cultivar novos (aqui).

Família. Um convívio mais intenso. Fiquei mais caseira, mais família e talvez isso se deva ao meu ascendente em câncer, já que dizem as más línguas que depois dos 30 somos mais nosso ascendente do que nosso próprio signo (estarão com os dias contados esta minha indecisão libriana?). Minha querida irmã casou, numa cerimônia linda (aqui). Família, amigos e todo mundo reunido.

Agora desacelero o ritmo, organizo minha casa, minhas idéias e minhas coisas para me preparar para o ano que está em loading quase 100%.

Obrigada Vida por tudo de maravilhoso que você me proporcionou e me proporciona. Continuarei seguindo pelo caminho do bem.





@ the tube - London 2013

sábado, 14 de dezembro de 2013

Enc: Sentir vivo

Todo fim de ano a gente manda email, mensagem (não mais cartões e cartas) desejando feliz natal e que o próximo ano seja melhor do que este.

Li esta mensagem no blog da Perestroika que conseguiu traduzir exatamente o que gostaria de desejar aos meus amigos, família e pessoas queridas:


Sentir vivo

"Pois a minha dica é: tenha um projeto que lhe dê orgulho.
O seu projeto pode ser autoral, como está sendo este livro. Pode ser empresarial, como foi a Perestroika para mim. Pode ser filantrópico, como foi o Clube dos Jovens Criativos, do qual eu fiz parte desde a primeira reunião.
O seu projeto pode ser o roteiro de um longa metragem. Pode ser a sua festa de casamento. Pode ser uma viagem de barco ao redor do mundo.
Pode ser uma coisa despretensiosa. Pode ser uma busca espiritual. Pode ser o projeto da sua vida.
Não importa. Tenha um projeto.
Não viva no piloto automático. Tenha um projeto que lhe dê orgulho. Saiba o que você está fazendo e por que está fazendo.
E quando você acabar, encontre um novo. E comece tudo de novo. E de novo. E de novo.

Essa é a melhor forma de se sentir vivo.”

                                                                                                   Felipe Anghinoni


Persiga seus sonhos sempre e a todo momento sem fim.



i can read


domingo, 8 de dezembro de 2013

Felicidade Extrema

Faz um tempinho que tenho ensaiado para escrever este post.
Venho refletindo sobre este assunto e esperando o momento certo de ele vir ao ar.

O que é felicidade para você?
Segundo o Dicionário Priberam:

(latim felicitas-atis)
substantivo feminino
1. Concurso de circunstâncias que causam ventura.
2. Estado da pessoa feliz.
3. Sorte.
4. Venturadita.
5. Bom êxito.

a felicidade eterna• A bem-aventurança.

Mesmo com estes cinco bullet points e é difícil a tradução. Pois felicidade a gente não diz, não compra, não representa, não consegue fotografar, nem filmar. A gente simplesmente sente, e sente intensamente quando ela chega.

Agora que o ano está praticamente no fim, posso afirmar que este foi um dos melhores anos da minha vida. É claro que entre momentos felizes e outros nem tanto (como é normal acontecer), os felizes pesaram mais, muito mais.

O ser humano tem a tendência de recordar em minúcias suas dores e desavenças, enquanto os êxtases e gozos tendem a se esvair com o tempo. Fazemos força para que eles fiquem e se eternizem.

Meu primeiro sentimento de felicidade extrema este ano foi minhas lágrimas de sonho alcançado quando avistei aquele relógio imponente, maravilhoso que conhecia em minúcias dentre fotos e esculturas. Desta vez, era eu que estava lá. Ouvindo seus badalados a cada quinze minutos, seus ponteiros movendo-se lentamente e ele ali, dentre as nuvens cinzas, sorrindo iluminado me cumprimentando, como se cumprimenta um velho amigo que não se vê há tempos. Sim, o Big Ben me causou tudo isso e mais um pouco mas, como já disse, este é só um recorte, um grão de areia dentro do oceano de significações para descrever este momento incrível que ficará registrado na minha memória eternamente (um pouquinho mais neste post). 


Muitas outras coisas aconteceram, e a segunda felicidade extrema de 2013 foi completar  os 8.8Km da Maratona de Osaka. Não foi só a corrida em si, mas todo seu percurso até chegar até ali, além tudo o que ela significou. Por pouco mais de 2 meses, lá estava eu, vencendo a preguiça acordada às 6h da manhã por 2 ou até 3x por semana para correr no parque, embaixo de chuva, sol ou tempestade. Foi o sentimento de persistência e o objetivo único de sentir o que era o barato desta tal de corrida, meu treinador guerreiro que nunca me deixou desistir da última volta e da sensação que seria fazer uma prova internacional. A endorfina matinal na veia fazia com que os dias fossem mais produtivos, mais coloridos e mais bem vividos, apesar das dores e do cansaço. Foi num desses dias de treino que não faltei mesmo sendo o meu aniversário, que finalmente bati os 9Km sem andar. Cheguei em casa, toda suada, vermelha, feliz e recebi o presente mais incrível da minha vida: o pedido de casamento do meu amado. 

Larguei forte naquela maratona ao lado da Pati querida que se emocionou tanto quanto eu de estar no meio daquele arco-íris oriental. Agradeci aos céus, a Deus e todos os santos de estar viva e por essas pequenas coisas que possuem com grandes significados. Segurei o pace nos quilômetros seguintes, sempre motivada pelos gritos "avaré" (que significava Go! Go! Go!) dos japoneses. Quando avistei o pórtico, tirei algumas fotos, guardei o iPhone bem antes pois queria curtir este momento com a maior intensidade possível. Cruzei. A sensação de ter atingido mais um objetivo, me arrancou lágrimas de felicidade e gratidão. Sim, eu venci.

2014 é um ano que promete muito. Que venha e venha com tudo!



P.S.: Uma musiquinha meio antiga para coroar este momento. 
Esta é a mais linda versão da Hanna - Como en un mar eterno.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Japón

Viajando pelo mundo conseguimos vê-los sempre em bando, com as melhores câmeras fotográficas e filmadoras espalhados pelos pontos turísticos das cidades do globo.

Tenho uma conexão especial com a cultura quando, desde pequena, procuramos por Deus em uma religião diferente num templo oriental. O que mais me fez acreditar foi a cura acelerada de uma doença dos rins que peguei aos 13 anos. Desde então, ora mais perto, ora mais longe, esta religião sempre me esteve presente.

Por golpe do destino, ocasionalmente vim trabalhar para uma marca japonesa em uma empresa nacional e, depois de 3 anos e meio de dedicação, fui convidada a visitar sua matriz em Osaka, Japão. Uma cidade industrial, a segunda maior cidade do país, marcada por linhas retas num cenário cinza do concreto e do aço.

Em um capítulo a parte falarei mais sobre minha estréia numa corrida internacional, que foi realmente muito, mais muito emocionante.

Adoro observar as particularidades culturais e este povo tem uma riqueza incrível e uma enorme e pura tradição.

Nos negócios, tem um jeito todo especial de cumprimentar, de trocar os cartões de visita, de apresentar e muitos "shank you", já que estamos falando de um povo prá lá de educado.

Impossível não notar sua imensa educação e hospitalidade, falando sempre baixinho e em posição servil. A forma como pagamos qualquer conta que seja através de uma bandejinha única, suas mil palavras por segundo que obviamente não entendo nada, exceto uma que foi incessantemente repetida: "Arigatogozaimasu".

As mulheres nas ruas parecem bonecas de cera, produzidas com maquiagem e cabelos impecáveis. Gostam de se diferenciar, usar grifes famosas, salto alto. Neste momento tudo é válido para serem one-of-a-kind.

Seus personagens infantis ilustram a inocência e o culto a criança que há dentro de cada um. Dos mais variados possível, eles estão por toda a parte. Seus anúncios publicitários são poluídos e seu texto briga com as imagens e ilustrações. Tudo por mais e mais informação, afinal o funcional é sua máxima exigência.

Nos restaurantes, sempre há fotos ou mock-ups com as opções disponíveis, talvez um jeito honesto (mas exótico) de mostrar seu vasto menu.

O castelo de Osaka é lindo e imponente por fora, porém não muito atrativo por dentro. O ápice da viagem foi marcado pela visita ao templo Shitennoji Temple. Infelizmente não foi desta vez que visitarei Kyoto e nem a capital, mas foi apenas uma amostra da tradição e religião japonesa. Reverências aos deuses, moedinhas, patuás convivendo em harmonia com o cenário calmo e sereno das velhas árvores de carvalho, jardins zens e personagens esculpidos. 



Foram 3 dias de vôo para praticamente 4 em terra, mas valeu a pena.
Me sinto realizada com este presente de Deus por ter tido esta oportunidade única de viver dias tão intensos do outro lado do planeta. Já estou planejando a próxima!

P.S.: a demora do post se deu por não conseguir colocar as fotos no meio do texto. Enfim, seguem todas elas abaixo...


A tal da bandeijinha para pagamentos. Peculiar e simpática.

As bonecas de cera da vida real. Lindas, estilosas e únicas.

Quando cheguei aqui, pensei: "Agora sim estou no Japão!"



Detalhe da faixa de pedestres

Eu em frente do Castelo de Osaka. Lindo por fora, oco por dentro.

A foto mais linda da viagem, ever!



Osaka by night. Vista da Tsutenkaku Tower


A Tsutenkaku Tower, um dos pontos turísticos



Metrô - poluição visual é pouco!


Mockups nas vitrines nos restaurantes


Osaka by day. Acho que deu para notar seu "grey landscape"




Eu no Shitennoji Temple. Paz, amor e good vibes para coroar a viagem!


Os guerreiros Ino, eu e Pati


Queridos Akira e Pati brindando e comendo carne Kobe!