sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Roda de Violão

Hoje, dirigindo voltando do trabalho, costumeiramente estava ouvindo minhas músicas no modo shuffle. É o único jeito inteligente de conhecer melhor os álbuns que baixei por conta de uma só música ou de ouvir novamente uma velha canção que carrega consigo tantas lembranças.

A música de hoje foi a Telegrama do Zeca Baleiro.

Voltei anos atrás no tempo e bateu a nostalgia de uma fase muito gostosa (apesar de um pouco conturbada emocionalmente) da minha vida quando ainda estava na faculdade (e até um pouco depois dela).

Campinas, São Paulo - SP. Condomínio (não lembro o nome, mas é afastado da cidade).
Muitos finais de semana e feriados.
Todos nós organizando os churrascos que começavam ao meio-dia e não tinha hora para acabar. Entre carnes, legumes e batatas na brasa, cerveja sem fim. E, quando o fim estava próximo, o delivery prontamente nos salvava.

Aquela casa que era quase a da música da Rua dos Bobos número Zero pelo fato de ter somente a cozinha e um quarto mobiliados. Móveis espalhados nos outros cantos e uma mesa de plástico que fazia nossa felicidade.
Trilha sonora de muito rock n' roll e MPB.
Quarto da música. Quanta acústica.

E, no ápice da noite, nossos queridos amigos sacavam seus violões para uma bela roda de música. A cantoria ia longe espantando todos os males e aquecendo nossos corações.

A Telegrama estava sempre em todas, tal como Chico Buarque, Don't Let me Down dos Beatles, Led Zeppelin (e seu famoso acorde de Stairway to Heaven), Merlin e muito, mais muito The Doors. E ah! Como podia esquecer o Ray? Ray Charles estava seeeempre presente!

A saudade bateu, mas não aquela saudade de sentir falta e de querer voltar no tempo, mas aquela nostalgia de um tempo tão gostoso e muito bem vivido.
Posso me considerar uma pessoa afortunada por ter tido momentos tão bons com amigos tão queridos que sempre me acolheram, em especial minha querida irmã.

Obrigada, Hermana, Falcão, Guto, Rô, Marcelão, Ortega, Kike, Dani e Nat.
O mundo girou, e mesmo estando distante destes momentos, vocês moram no meu coração.



Telegrama - ao vivo. Sempre a melhor versão!



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