domingo, 20 de outubro de 2013

Hard Training

Entrei na Alpargatas há mais ou menos 3 anos e meio para trabalhar inicialmente com Topper, mas o destino me levou para a Mizuno. Dentre outras categorias menores, seu core é o running. Já trabalhei com TV, fotografia, brinquedos, mas confesso que trabalhar com esportes é uma das minhas principais realizações. Não que eu fosse super ligada e mega esportista, mas o tesão do esporte que as pessoas tem, a superação e dedicação que ele inspira é o meu maior orgulho.

Diariamente tenho contato com atletas profissionais ou não, treinadores, jornalistas e todos com um denominador comum: a paixão pela corrida.

Sempre gostei demais de exercitar mais o cérebro do que o corpo e, quando entrei na Alpa estava me dedicando bastante à Pós em Semiótica, o que não me permitiu abrir um espacinho na agenda para começar a correr.

Sinceramente, tentei inúmeras vezes na academia (aqui), parque (aqui) e afins mas nunca peguei o gosto pela coisa. Me animei demais da conta com o projeto Mizuno Challenge em parceria com a Runner's Brasil no ano passado, no qual me envolvi com a história de 9 anônimos e sua dedicação para correr em Amsterdam. Sim, estava lá e, ao entrar naquele estádio com os 5 arcos olímpicos na fachada, me deu um frio na barriga. Gostaria de ter treinado o ano inteiro para estar ali posicionada com o número de peito e o chip no pé. Não foi desta vez.

Este ano consegui completar uma prova inteira correndo, a WRun, que foi um marco na minha curta carreira como corredora.
Há exatos dois meses, surgiu a confirmação de eu ir para o Japão acompanhar a visita de uma jornalista querida à matriz da Mizuno. No dia da confirmação, liguei para o meu querido treinador e inspirador, Zeca para me treinar a correr os 8.8Km do Challenge Run na Maratona de Osaka

Até antes das minhas férias em maio estava super no pique da bike, andando todo fim de semana, sem contar as idas ao treino de pilates. Pós viagem, virei um urso daqueles bem preguiçosos e parei tudo para depois voltar com força total.



Sim, lá estava eu acordando às 6h da manhã toda santa terça e quarta-feira para treinar, com chuva, sol, tempestade ou granizo. No começo, aquele corre-anda-corre, até que finalmente tirei a caminhada da minha vida.



O feito foi meu presente de aniversário, foram exatos 6.3Km, que depois virou 7Km na corrida da Rolling Stone e depois os 9Km no treino desta semana.


Evoluí tão rápido e fiquei tão orgulhosa de mim que, desde que coloquei o pé nesta empresa, nunca imaginei que fosse capaz de engrenar de tal forma.

O legal é que cruzei a linha do esforço para o prazer, a endorfina na veia depois do treino, a mente focada na corrida para não desistir, enquanto as pernas correm no modo automático. 

Que terminarei Osaka sem andar, é fato. Mal consigo me aguentar de tanta emoção que sentirei ao largar e cruzar aquela linha de chegada escrita em japonês.

Disse outro dia brincando (toda brincadeira tem um fundo de verdade): "nóis enverga, mais não quebra!".

Mais um desafio será vencido em breve. Que venham os próximos. 





Mizuno Wave Prime 9 - Osaka Marathon Limited Edition - escolhido a dedo para a prova!


Changing Plans

Sim, sou um pouco metódica e adoro me planejar.
Especialmente este fim de semana pré viagem, fiz um roteiro do que tinha que correr atrás, uma listinha com muitos itens no meu fiel escudeiro caderninho, que por sinal está com suas páginas no fim.

Acordei no sábado com aquele super sol brilhando lá fora e me bateu uma pontinha de vontade de sair. Teria que ficar presa em casa, pois minha nova faxineira viria para seu primeiro dia. Tomei um cano. Confesso que nunca fiquei contente ter tomado um balão.
Peguei meu carro e saí. Consegui agilizar tudo o que precisava, cancelei o cabeleireiro e mudei totalmente o roteiro. À noite fui na festinha de niver da Cris, que por sinal estava deliciosa e muito animada!

Hoje teria que cumprir os 10K da Volta à USP, mas por conta do horário de verão (que amo, por sinal!) tomei um golpe do despertador e acabei não indo.
Não fiquei brava com ele, pois a preguicinha também bateu... Tão bom acordar mais tarde no domingo, depois de uma semana puxada madrugando!

Enfim... Estou com os pés e as mãos em bicas, muuuuito ansiosa para a viagem que está por vir. Sim, vou para o outro lado do mundo em muito breve!

Estamos fazendo um roteiro super robusto para a viagem, mas tal como este fim de semana, espero que a gente consiga mudar alguns planos e incluir coisas inesperadas no script. Assim que é bom viver a vida: sempre ao vivo!




From icanread



sábado, 12 de outubro de 2013

Tudo intenso ao mesmo tempo agora

Ser assim me faz feliz e ao mesmo tempo triste.
Viver intensamente cada momento, cada amizade, cada amor, tem seu preço.
Quando a expectativa não é correspondida, decepção.
Sem expectativa, surpresa.

Não sei se o pensamento é o que voou por outros lugares, devaneios.
Ou se foi o coração que sentiu algo que o magoou.
Ou os dois juntos.

Enfim.



from icanread





sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Um adeus... criativo!

O gerente de comunicação comentou outro dia do anúncio do adeus da Kombi. Fiquei tão intrigada que queria procurar tão logo saísse da reunião. Mas, para variar, fui engolida por mil outros jobs que esqueci do fato.

Folheando a Caras ontem, me deparei com o anúncio. Que sorte!
Como publicitária, tenho que confessar que a ousadia da Volkswagen foi admirável. Afinal, que empresa anunciaria que está descontinuando um produto?

Não tenho histórias marcantes com a Kombi para registrar no site (aqui). Só lembro vagamente de andar em uma de cor beje do meu pai da época que ele tinha uma fábrica de calçados. Era barulhenta com bancos de couro meio rasgados. Tenho também a miniatura da Kombi do Carros, aquela doida de Woodstock.

Enfim... mais um adeus que ficará para a história. 
(Acho que tô ficando velha.)



Site lindo e muito bem produzido - detalhe da máquina de escrever azul!




O anúncio... fantástico!




… o resultado!



domingo, 6 de outubro de 2013

Um aniversário diferente - parte 2

É lógico que não poderia perder a tradição da comemoração na baladinha com os amigos.
Não pude deixar de selecionar a dedo um pub inglês para esticar a satisfação de ter conhecido uma das cidades mais incríveis deste mundo.

Amigos queridos e família amada: vocês são muito especiais mesmo! Obrigada pela presença! <3




Meus sogros queridos que enfrentaram a barulheira da banda


Caet e Du, presença sempre garantida nos meus anivers!


Du, Akira e eu. Visita ilustre, especial e queridíssima deste "Brazilian Japanese"


Nitras, eu, Mabe e Du. Nem o terçol inibiu a presença deles!


Bandinha beeeem boa, recomendo a todos!


Akira eu e Luisão. Alpargatas muito bem representada no niver!


Du, eu Dani e Mau, presença em todas!


Du, eu, Gui e Gabi. Que bom que este casal está junto depois de tantas idas e vindas!


Cris, amiga querida e muito, mais muito amada! 


Nitras, Du, eu, Cris, Wally e Mabe, queridíssimos amigos 
e agregados que se tornaram amigos também!


Aninha, Du, eu e Bauru. Este casal achei que fosse furar, 
mas compareceram e se acabaram com a banda!


Mulherada


Clube do Bolinha


Hermana, eu e Dê. Essa aí é para a vida toda!


Noivinhos Chris e Hermana


Eu e minha amada e ilustre irmã!



Depois de alguns pints de London Pride, eu de Laranja Mecânica em casa. Feliz.



Um aniversário diferente - parte 1

Desde os momentos que comecei a registrar momentos da infância, meus aniversários sempre foram marcados por muita comemoração, presentes, amigos e família.

Um aniversário que me marcou foi o do Ursinhos Carinhosos. Este era o tema a decoração foi feita inteira pelo meu falecido avô que era artista plástico. Um imenso balão no centro do salão carregava toda minha coleção dos Ursinhos. Tinha um palhaço doido que eu tava meio com medo e uma Emília. Tudo o que qualquer criança sempre desejou.

Quando ainda morava com meus pais, era sempre acordada com um bom dia/parabéns, regado a muitos beijos, declarações e presentes. Não tinha como passar um dia ruim deste jeito, né?!

À medida que fui envelhecendo, comecei a juntar todos os amigos de todos os cantos da vida em um barzinho. A idéia é marcar num bar/baladinha/lounge para, além de ter uma musiquinha para divertir a galera, as pessoas não se sentem mal por estarem num bar sentados ao lado de quem não conhece, daquele jeito estático e sem vida.

Há 4 anos, comemoro meu niver diferente. Não sou mais acordada pelos meus pais, agora eles são sempre os primeiros a me telefonar. O Du não liga muito para aniversários, mas me acorda com um parabéns e o presente fica para o final do dia (ele guarda na casa da mãe dele, achando que eu vou fuçar!).


Este ano, foi um ano prá lá de especial. 
Não fui acordada por ele, mas sim, pulei da cama com o despertador às 6am para o treino. Um dia meio nublado, meio chuvoso, mas lá estava eu no Ibira para alcançar um marco inédito: correr 6.3Km sem andar. O Zeca, querido treinador, este ano foi o primeiro a me desejar os parabéns e me motivou para eu conseguir me superar.

Depois de morta, suada e acabada, cheguei em casa. O meu amor estava me esperando no sofá. Beijinho aqui, parabéns ali e ele pergunta: você quer seu presente agora ou depois? Eu: "agora, lógico!" 

Ele me obriga a sentar, chega com uma caixinha da mão, ajoelha e me pede em casamento. Fui presenteada com um pedido maravilhoso acompanhado com o anel mais lindo deste universo. A emoção era tanta que paralisei. Acho que não consegui realizar o que tinha acontecido e o dia todo demorou um pouco para a ficha cair (até mesmo porque a aliança ficou grande e eu não estava com ela no dedo).


No trabalho, entre reuniões, marquei um almoço lindo e especial com a turma, uma delicinha! Ganhei um presente super chic das meninas. 





Saí mais cedo para preparar a reuniãozinha para a família em casa.
Confesso que ao longo do dia foi dureza segurar a língua para contar para minha família o que tinha acontecido, queríamos falar pessoalmente.

Coincidentemente meus pais chegaram junto com os pais do Du. Depois de servir as bebidas, o Du fez uma pausa para um discurso lindo (ele estava bem nervoso!), pedindo minha mão para meus pais. Desabei a chorar nesta hora e a felicidade era extrema. Que gostoso é dividir estes momentos únicos com quem sempre esteve ao nosso lado. Foi muita emoção mesmo e depois chegaram minha irmã e a irmã do Du com seus respectivos.

Apesar dos parabéns a você, a comemoração foi além.
Ainda não estou cabendo dentro de mim de tanta felicidade.
A vida é feita de desafios e sonhos que perseguimos dia após dia.
Mais um sonho está prestes a ser realizado.
2014, aí vamos nós!




















sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Roda de Violão

Hoje, dirigindo voltando do trabalho, costumeiramente estava ouvindo minhas músicas no modo shuffle. É o único jeito inteligente de conhecer melhor os álbuns que baixei por conta de uma só música ou de ouvir novamente uma velha canção que carrega consigo tantas lembranças.

A música de hoje foi a Telegrama do Zeca Baleiro.

Voltei anos atrás no tempo e bateu a nostalgia de uma fase muito gostosa (apesar de um pouco conturbada emocionalmente) da minha vida quando ainda estava na faculdade (e até um pouco depois dela).

Campinas, São Paulo - SP. Condomínio (não lembro o nome, mas é afastado da cidade).
Muitos finais de semana e feriados.
Todos nós organizando os churrascos que começavam ao meio-dia e não tinha hora para acabar. Entre carnes, legumes e batatas na brasa, cerveja sem fim. E, quando o fim estava próximo, o delivery prontamente nos salvava.

Aquela casa que era quase a da música da Rua dos Bobos número Zero pelo fato de ter somente a cozinha e um quarto mobiliados. Móveis espalhados nos outros cantos e uma mesa de plástico que fazia nossa felicidade.
Trilha sonora de muito rock n' roll e MPB.
Quarto da música. Quanta acústica.

E, no ápice da noite, nossos queridos amigos sacavam seus violões para uma bela roda de música. A cantoria ia longe espantando todos os males e aquecendo nossos corações.

A Telegrama estava sempre em todas, tal como Chico Buarque, Don't Let me Down dos Beatles, Led Zeppelin (e seu famoso acorde de Stairway to Heaven), Merlin e muito, mais muito The Doors. E ah! Como podia esquecer o Ray? Ray Charles estava seeeempre presente!

A saudade bateu, mas não aquela saudade de sentir falta e de querer voltar no tempo, mas aquela nostalgia de um tempo tão gostoso e muito bem vivido.
Posso me considerar uma pessoa afortunada por ter tido momentos tão bons com amigos tão queridos que sempre me acolheram, em especial minha querida irmã.

Obrigada, Hermana, Falcão, Guto, Rô, Marcelão, Ortega, Kike, Dani e Nat.
O mundo girou, e mesmo estando distante destes momentos, vocês moram no meu coração.



Telegrama - ao vivo. Sempre a melhor versão!