sábado, 17 de agosto de 2013

O dia que esqueci de mim mesma

Depois de algumas semanas trabalhando insanamente, enfim, dediquei um tempinho para dar uma passadinha por aqui. Fazia tanto tempo que não entrava no blog, que até senha o blogger me pediu. Talvez deva ter pensado que desisti deste meu cantinho sagrado.

Minha vida pessoal e minha casa estavam uma completa bagunça, bem como minha cabeça. Hoje dediquei meu querido sábado para arrumações e supermercado. Nem isso tinha feito, não havia mais comida na minha casa. Geladeira vazia. Na fruteira, só cebola e batata. 

Esta semana foi insana, saí tarde todos os dias. E o pior: quando me dava conta, o tempo já tinha me engolido. Até compromissos na hora do almoço marquei.
À noite, chegava em casa, comia, assistia o mínimo de TV e dormia para acordar cedo no dia seguinte.

Às vezes, fico tão concentrada no meu computador, que fico com preguiça de levantar até para ir ao banheiro. Ou, emendo uma reunião na outra e fica praticamente impossível sair no meio delas para tomar uma água sequer. Não deu outra: atacou a cistite. Esta dor ácida e malvada me persegue, pelo menos, umas 3 vezes por ano. E toda vez que acontece, prometo a mim mesma que vou diminuir o ritmo, trabalhar menos e não levar o computador para casa no fim de semana. Imagina: ele está aqui ao lado, clamando para que articule suas teclas até agora intocáveis. 
Trabalhar de fim de semana é uma via de duas mãos: por um lado, me organizo e salvo algumas horas do meu dia da semana e vou mais focada. Por outro, o trabalho é infindável e dôo meu lazer de mão beijada à aquele Grande Outro me me cobra da maneira mais cruel diariamente.

Tive a oportunidade de participar de um curso de comunicação, focado em liderança. Estou animada com este curso, são 4 módulos e este foi apenas o segundo.
Infelizmente me decepcionei um pouco com o conteúdo, mais me pareceu uma roda de auto-ajuda do que outra coisa. Mas valeu, de qualquer forma, para conhecer e interagir com outras pessoas de áreas distintas as quais não tenho contato. Não tive como criticar (internamente, claro) muitos aspectos abordados e, principalmente a explicação rasa do pensamento. Esta eu não engoli.

O Du me cobra para chegar cedo, cuidar dele e da casa e sinto que principalmente esta semana falhei. Por mais que tente, é difícil ser uma super-mulher. Por que esta sociedade nos impõe tantos deveres?

Esqueci de falar que, na semana passada, acordei com uma tontura lascada que achei que fosse labirintite. Nunca tive isso, mas tudo rodava e não sabia o que era.
Fui ao médico, fiz exames e, ainda bem que não deu nada, exceto meu colesterol limítrofe, detalhe este que já sabia desde o início do ano. Preciso me exercitar, mas...

Parei de andar de bicicleta.
Parei de fazer caminhadas.
Nunca mais tentei me animar a correr.
Parei o pilates.
Parei de olhar o sol, os detalhes da rua, da minha casa, da minha vida.
Parei de olhar para mim mesma e dar mais atenção aos queridos ao meu redor.

Explico na minha tag o que é o trabalho para mim: meu sweet hard work. Ultimamente está bem mais para hard do que sweet. Ainda viro este jogo.



presente...


...futuro!

(both from i can read)



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