domingo, 30 de junho de 2013

O que é real?

Conforme a psicanálise, retrato um pedacinho deste site aqui:

“O real é o registro psíquico que não deve ser confundido com a noção corrente de realidade. O real é o impossível, aquilo que não pode ser simbolizado e que permanece impenetrável no sujeito” (BRAGA, 1999, p. 2). 

Lacan (1955/56) aborda que: o real é o que se escapa à simbolização, pois na relação do sujeito com o símbolo, há a possibilidade de uma verwerfung primitiva, ou seja, que alguma coisa é simbolizada e que vai manifestar no real. 
A noção de real, a partir do nó borromeano, é melhor entendida considerando a ideia de algo que articula uma coisa com a outra, mas distintas uma da outra. O real escapa à materialização e, assim, também o desejo. Se o que aprendemos no significante metafórico, na cadeia de significante, trata-se de identificação que compõem um sujeito, não podemos falar que ali se manifestou um desejo, pois, ora manifestado (ou realizado na simbolização) deixa de ser desejo e cede lugar a outras reformulações do objeto “’a”. Não há, pois, esgotamento da cadeia de significantes, já que o desejo elemento do real, sempre estará além da capacidade de representa do sistema simbólico.
 
Nada é real. Vivemos uma grande e imensa ilusão.



Nó borromeano de Lacan - Google Images

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