segunda-feira, 25 de março de 2013

WRun: "a" corrida de rua

Na noite anterior, já tinha deixado minha gym bag preparada com tudo o que precisaria para o dia seguinte.
Mal dormi à noite achando que não fosse tocar o despertador ou que atraso de qualquer tipo aconteceria. Estava de pé 3 minutos antes dele soar, programado para às 6h da manhã. Tomei um suco e comi um pedaço de pão só para não ficar com a barriga vazia. Nada de leite para não prejudicar a performance.
Me vesti, peguei minhas coisas, tirei uma foto na frente do espelho para registrar este momento único.
Pedi a chave do bicicletário para o porteiro, peguei a bike, programei o GPS, subi de novo em casa para pegar o squeeze com água gelada que tinha esquecido em cima da mesa da cozinha. Devolvi a chave, coloquei o capacete e lá fui eu.
Desci pelo Brooklin rumo ao Jockey Club, o dia estava tão lindo e o sol já tinha raiado e a manhã estava deliciosa. Pedalei até chegar na Berrini e, apesar de ser antes das 7h, a ciclofaixa já estava montada e era todinha minha. Cortei pelo Parque do Povo, quase atropelei um passarinho, cruzei a avenida do jeito mais torto possível, atravessei a ponte. Ultrapassei a barreira dos carros e segui pedalando, passando por todas as mulheres que rumavam à linha de chegada.
Entrei de bike pela entrada principal, pedalando com calma para não cair e nem atropelar ninguém. Parei na tenda da Ztrack, sendo super bem recebida pelo querido treinador Zeca. Deixei minha bike por lá, conversamos um pouco e fui me preparar para a corrida. Dei uma passadinha na loja para ver como foram as vendas e conversar com o cliente e aproveitei o provador para tirar a bermuda da bike debaixo do shorts.
Guardei minhas coisas no guarda-volume e me preparei para a corrida com a expectativa de melhorar meu tempo das últimas corridas que fiz no ano passado. Não estou treinando, e nunca treinei firme o running (apesar de ter muuuita vontade).

Me posicionei na linha de chegada no meio da mulherada louca, não deixei de ficar olhando o comportamento delas, seus pés em busca de mais Mizunos do que Asics. Tirei umas fotos do pórtico e tive que dar uma acelerada para o meu chip passar pelo tapete antes de dar os 9 minutos, caso contrário, meu tempo não ia computar.

Comecei num trotinho leve, estava com um playlist ótimo e o app sports tracker no modo running para calcular minhas estatísticas.
O sol estava queimando e, ao longo do percurso, ultrapassei algumas, mas fui ultrapassada por muitas.

Fui e voltei no acesso à Lineu vindo da Marginal e, no finalzinho uma ladeira que quase me matou. Lutei imensamente contra meu cansaço, dor na perna. Negociei comigo mesma que começaria a andar até que a mulherzinha do GPS falou  que já estava no terceiro quilômetro dos quatro com um tempo "X", o que me fez mudar de idéia. Já que tinha corrido 3K, 1K não era nada!
E não foi.

Cruzei a linha de chegada, quase me joguei no chão de dor, orgulho e da minha ainda pequena, mas significativa superação: correr (e somente correr!) do início ao fim uma prova de 4K.

Não cabia dentro de mim e senti a endorfina me abraçar com toda sua força e alegria.

Voltei para a tenda do Zeca na maior felicidade, sentei no chão e comi uma banana. Alonguei. Bebi água. Descansei. Fui buscar minhas coisas e me preparar para a última bateria: a volta para casa de bike.
Encontrei o Du na porta do Jockey e fomos juntos pelo trajeto, menos árduo do que minha cabeça e meu corpo imaginaram.






O registro da vitória. 
O saldo: 6.53 Km ida de bike + 4.12 Km de corrida + 6.82 Km volta de bike.


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