domingo, 17 de fevereiro de 2013

Rafa Nadal

Nunca fui entusiasta do tênis. Confesso que o odiava, até.
Minha lembrança deste esporte era, quando de pequena, meu pai ficava eternamente jogando com seus amigos e eu enchendo o saco para ir embora. Não aguentava mais a bolinha batendo de um lado para o outro, raquete aqui, saque ali.

Já com o Du, a história é diferente. Completamente o oposto. Ele ama, joga, assiste na TV e essas coisas. Comecei a me pegar entendendo um pouco mais só de ver na SporTV... e não é que a voz do narrador é bacana? Dentre os sets, a dupla falta, a quebra de saque, a bola boa e por aí vai me peguei entendendo pelo menos um pouco do negócio.

No ano passado nos recusamos a pagar aquela pequena fortuna para ver o Federer aqui no Brasil, mas neste ano rolou a oportunidade VIP de vermos o Nadal (Valeu, Chris!!! ).
Dos ídolos do tênis certamente é ele que mais simpatizo (obviamente também por influência do Du). Até gosto do Federer, mas não do Djokovic aquele metido.

Bem, lá fomos nós para o Ginásio do Ibirapuera na sexta-feira à noite. Ficamos bem atrás da quadra que, segundo o Du, são os lugares mais concorridos do jogo, pois não ficamos como cachorrinhos com a cabeça balançando de um lado para outro.
Tava tão cheio que quase não sentamos. O pessoal que ficou do nosso lado era um grupo de sei lá o que, mas todos vestiam uma camiseta verde igual. Talvez eram da mesma escolinha de tênis. Acabamos deixando o camarote de lado, já que ficava longe do jogo e não usufrui nada mais do que meia taça de Prosecco.

O Nadal jogou contra um argentino trouxa patrocinado pela Fila, mas que não jogava mal não. Até ganhou o primeiro set e eu achei que o Nadalzinho fosse perder, pois sabia que ele estava com o joelho machucado.
Era engraçado notar quantos tiques nervosos este cara tem. Na TV até dá para ver, mas ao vivo nota-se que ele tem bem mais: arruma a linha da quadra com o pé, bate a raquete no tênis ou bate a ponta do tênis no chão, tira a cueca do cu, arruma o cabelo de um lado, cheira, arruma do outro e limpa a mão na bermuda. Ufa! Esse ritual é constante, principalmente quando é a vez dele de sacar. Irrita um pouco até, mas é seu estilo.

A concentração deles é absurda, apesar da torcida brasileira não ter permitido muito. Todos ovacionaram e muito o querido Nadal e às vezes soltavam uns gritos perdidos, o que não é permitido num jogo de tênis. Mas isso é Brasil, minha gente! Eita povo caloroso!

É claro que o espanholzinho não ia deixar barato e, mesmo passando algumas bolas que ele não se empenhou em pegar, muitas duplas faltas cometidas, ele finalmente ganhou.
Foi lindo ver sua vitória, sua comemoração. Adorei.
Quem sabe no futuro não o vejo jogar algum campeonato mais top fora do Brasil?




 Preparando para receber o saque



No super saque


Bem de pertinho



Comemorando a vitória. Vivaaaaa!

Nenhum comentário:

Postar um comentário