quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Cinquenta Tons de sei lá o quê.

Depois de uma enorme resistência, me rendi aos Cinquenta Tons.
Ok, ok. Venha me julgar cheio de preconceitos, mas... o que seria o underground sem o mainstream?

Pois bem...

Ganhei o primeiro exemplar de aniversário da Cris e depois o segundo do Du. O terceiro, resolvi comprar por uma pechincha na internet.
Confesso que demorei um pouco para engatar, mas depois percebi que fui fisgada pela trama. Isso a autora conseguiu fazer muito bem: fisgar a curiosidade do espectador tal como em uma novela.

Toda a história parece um conto de fadas da modernidade. É o típico romance para aquela gordinha, virgem, cheia de espinhas e complexos que sonha com o príncipe encantado. Só que, ao invés de ele vir num cavalo branco, ele vem num Audi SUV.
No lugar do sapatinho de cristal, um Louboutin.

Aquele sonho secreto da mulher de moldar o homem ao seu gosto, de tantos "eu te amo" melosos e presentes, muitos presentes. Um closet novo, carro, casa, viagens...
Sem contar que se ele não tivesse tanto dinheiro assim, tudo não teria tamanha graça. Até mesmo um deus grego ficaria desinteressante em andar num fusca e rachar a miserável conta do restaurante.

Me canso até de lembrar os inúmeros orgasmos múltiplos do casal e os detalhes de suas relações. Me soou um pouco fake e exagerado, mas quando nos referimos à sexo, o ser humano é irracional.

Enfim. Um best seller para alienar as mulheres e se darem conta do quão infelizes são. 
No final, faltou dizer que ela acordou e que tudo não se passou de um sonho. Soaria, no mínimo, um pouco mais compreensível.

Os melhores filmes e livros que realmente marcam nossa vida, merecem este espaço em nossas memórias pelo residual da mensagem que passam e perduram.

O deste?

(silêncio)





Um comentário:

  1. Não consegui chegar no segundo. Confesso que acabar o primeiro já foi difícil. Não gosto de abandonar... (silêncio tb)

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