sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Jobs: gênio ou babaca?

Depois de muitos meses ou até anos de leitura intensa de livros didáticos, me permito a tirar férias de tanto conteúdo denso e me deleitar com a Biografia de Steve Jobs.

Na verdade, presenteei o Du com este exemplar no natal do ano passado, pois foi ele quem me mostrou o lado fascinante da maçã. Se ele leu até a página 150 foi muito. O livro ficou parado empoeirando em sua cabeceira até que tomei a decisão em colocá-lo na companhia de outros na minha estante.

Sempre tive um grande respeito pelas palavras impressas e confesso que toda esta revolução digital me assusta neste sentido. Posso até estar pensando com uma cabeça de dinossauro ou de uma pessoa conservadora resistente às mudanças, mas é complicado relutar contra nossas raízes. Nada como uma folha macia e levemente amarelada, uma boa capa, encadernação e uma Times New Roman.

Enfim.

Num belo feriado, resolvi que tentaria ler para entender um pouco mais o que este cara tecnológico tanto revolucionou o mundo e criou um legado de fãs.

No decorrer do livro, descobri um outro lado da leitura: pesquisei fotos, seus discursos e comerciais e foi incrível confrontar a minha imaginação e linha de pensamento que as palavras criavam na minha mente com a realidade. Certamente diferentes do meu invelt.

Sim, ele foi um cara notável, persistente e um gênio. E, ao conhecê-lo um pouco mais a fundo, pude aperfeiçoar minha concepção de "gênio". Não basta criar algo, tem que saber "ler coisas que ainda não foram impressas" e construir grandes projetos em conjunto com grandes profissionais. Porque é impossível mudarmos o mundo sozinhos.

Apesar de seu jeito que, segundo ele, era honesto demais e sem filtros (o qual discordo em partes), ele teve a sensibilidade de não aceitar nada menos do que o melhor e o perfeito, colocando a régua lá em cima e não se conformando com nada no patamar o.k..
Tinha audácia para cancelar algo em vias de seu lançamento em prol a algo melhor para agregar ainda mais valor ao produto e, consequentemente à marca.

Sinto muito pela família dele que sempre teve um papel secundário em sua vida, mas a missão de Jobs foi definitivamente se dedicar à Apple e à revolução digital, musical e de conteúdo das últimas décadas.

Sua capacidade de concentração e de ir até o final até conseguir o que idealizava é uma de suas características mais admiráveis, pois não basta ter uma grande idéia, ela não existirá se não foi executada. Sonhou alto e realizou feitos ambiciosos. O dinheiro era consequência de seu trabalho, além de ser um fator viabilizador de seus ideais.

E, mostrou que as pessoas que estiveram mais presentes enquanto somos mais jovens e estamos ainda aprendendo o que é o mundo, são aquelas que carregamos até o último de nossos dias. Temos história, vivências e conteúdo; ativos que não se apagam ao longo dos anos.

R.I.P. Steve Jobs. 





2 comentários:

  1. Ai, é um tema polêmico, mas tenho uma paixão quase platônica pela apple (nao me vejo usando nada que não tenha a tal da maça!!) então para mim, ele é um gênio!!!

    Bjssss

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    1. Eu não posso falar nada, pois também adoro!
      Bjs!!

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