quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dia mundial (com) sem carro

Há 5 anos atrás neste exato dia 22 de setembro foi o primeiro dia mundial sem carro que minha memória falha se recorda de ter celebrado.
Lembro-me que, no ano de 2007, era um sábado e eu, é claro, que esta "feliz da vida" por ter que trabalhar intensamente e sem parar numa feira de brinquedos.

As ruas estavam vazias e acordei cedo para chegar no local. Como realmente estava bem adiantada, resolvi fazer um caminho mais longo e, ao passar repentinamente um farol vermelho em plena Av. Cidade Jardim, me deparo com um ônibus que surgiu do nada e se chocou com o meu famigerado Palio vinho.

O coitado se estilhaçou e tive que chamar o guincho, acionar o seguro e todas burocracias que se faz quando essas coisas acontecem.

Sim, minha gente, eu consegui bater o carro no dia mundial sem carro!

Hoje, depois de tanto tempo que passou, dou risada do acontecido, mas me recordo que este foi um dos dias mais infelizes da minha vida e a batida do carro foi somente a cereja do bolo do grandessíssimo inferno astral o qual estava enfrentando.

Neste ano, novamente em um sábado, resolvi pegar meu carro para dar umas voltas, como de costume.
Até cheguei a cogitar em pegar um ônibus ou metrô, mas a preguiça de ter que esperar, de enfrentá-los lotados (pois possivelmente muitas pessoas realmente deixaram seus carros na garagem) me superou. Como (ainda) não tenho uma bike que me leve para todos os cantos e que, de quebra, malhe minhas coxinhas, não tive escolha.

Fui até o centro com dois objetivos: comprar um produto específico em uma loja mais específica ainda de cosméticos na Liberdade. Nada. Estava em falta.

O segundo era dar uma espiadinha na exposição que está rolando no Centro Cultural do Banco do Brasil, com obras de arte do Museé D'Orsay. Nada também. Espantosamente avistei de longe uma fila que se não tinham 10Km, 9 com certeza teria.
Eram quatro minhocas até chegar lá. Logo lembrei que as pessoas passavam uma estimativa de quatro horas de espera, deve ser uma hora em cada minhoca.
Absurdo!
E, imagine lá dentro, que terror? Um monte de gente empuleirada querendo ver os quadros, crianças chorando, outras gritando. Não!
Peguei a dica de que o melhor horário é depois das 18h e é nessa hora que vou. O bom é que fecha às 22h. To dentro!

Depois, resolvi ir ao shopping comprar uma camisa que tanto pesquisei. Por sorte, o Shopping Vila Olímpia é bem vazio e fui direto ao ponto. Cheguei na loja, fui em direção à arara, procurei a camisa e nada. Ou não era a que eu queria ou já tinha acabado.
Aproveitei para descer correndo e sair do estacionamento ainda dentro da tolerância não cobrada. Done.

Já estava um pouco irritada antes de chegar no shopping, pois todos os retornos estavam fechados e, ao sair de lá, tudo piorou. Aquele bairro era o maior trânsito, pois simplesmente duas faixas destinavam-se aos ciclistas. Ai, como queria estar de bike nesta hora, mas como estava de carro, queria que aqueles cones e fitas fossem para o espaço!

Felizmente finalizei mais um dia mundial sem carro com carro e, desta vez, sem batidas.
Espero no próximo realmente deixar o meu na garagem e, não só no 22 de setembro, mas vários outros dias do ano. Logo mais inauguram mais metrôs ou até lá pensarei em uma alternativa mais sustentável e prática para me locomover.

A esperança é a última que morre!



Adesivinho que ganhei do Bradesco e que ainda não irei usar.



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