domingo, 30 de setembro de 2012

Adeus década de vinte

Hoje despeço-me dos vinte e poucos (ou muitos) para amanhã encarar a terceira década da minha vida.
Ansiosa? Sempre.
Preocupada? Não.

Mexendo no meu computador, encontrei algumas fotos (a maioria é mais recente já que ainda não tive tempo de mexer nos cds velhos e empoeirados com as antigas) e resolvi fazer um "remember".

Peguei fotos de momentos, baladas, viagens, comemorações, solidões para ilustrar  algumas passagens peculiares e outras nem tanto que vivi nestes últimos tempos.
Com certeza essas não são as que um dia imaginei publicar.

Quer melhor do que a felicidade nas coisas mais simples da vida?




My collage

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dia mundial (com) sem carro

Há 5 anos atrás neste exato dia 22 de setembro foi o primeiro dia mundial sem carro que minha memória falha se recorda de ter celebrado.
Lembro-me que, no ano de 2007, era um sábado e eu, é claro, que esta "feliz da vida" por ter que trabalhar intensamente e sem parar numa feira de brinquedos.

As ruas estavam vazias e acordei cedo para chegar no local. Como realmente estava bem adiantada, resolvi fazer um caminho mais longo e, ao passar repentinamente um farol vermelho em plena Av. Cidade Jardim, me deparo com um ônibus que surgiu do nada e se chocou com o meu famigerado Palio vinho.

O coitado se estilhaçou e tive que chamar o guincho, acionar o seguro e todas burocracias que se faz quando essas coisas acontecem.

Sim, minha gente, eu consegui bater o carro no dia mundial sem carro!

Hoje, depois de tanto tempo que passou, dou risada do acontecido, mas me recordo que este foi um dos dias mais infelizes da minha vida e a batida do carro foi somente a cereja do bolo do grandessíssimo inferno astral o qual estava enfrentando.

Neste ano, novamente em um sábado, resolvi pegar meu carro para dar umas voltas, como de costume.
Até cheguei a cogitar em pegar um ônibus ou metrô, mas a preguiça de ter que esperar, de enfrentá-los lotados (pois possivelmente muitas pessoas realmente deixaram seus carros na garagem) me superou. Como (ainda) não tenho uma bike que me leve para todos os cantos e que, de quebra, malhe minhas coxinhas, não tive escolha.

Fui até o centro com dois objetivos: comprar um produto específico em uma loja mais específica ainda de cosméticos na Liberdade. Nada. Estava em falta.

O segundo era dar uma espiadinha na exposição que está rolando no Centro Cultural do Banco do Brasil, com obras de arte do Museé D'Orsay. Nada também. Espantosamente avistei de longe uma fila que se não tinham 10Km, 9 com certeza teria.
Eram quatro minhocas até chegar lá. Logo lembrei que as pessoas passavam uma estimativa de quatro horas de espera, deve ser uma hora em cada minhoca.
Absurdo!
E, imagine lá dentro, que terror? Um monte de gente empuleirada querendo ver os quadros, crianças chorando, outras gritando. Não!
Peguei a dica de que o melhor horário é depois das 18h e é nessa hora que vou. O bom é que fecha às 22h. To dentro!

Depois, resolvi ir ao shopping comprar uma camisa que tanto pesquisei. Por sorte, o Shopping Vila Olímpia é bem vazio e fui direto ao ponto. Cheguei na loja, fui em direção à arara, procurei a camisa e nada. Ou não era a que eu queria ou já tinha acabado.
Aproveitei para descer correndo e sair do estacionamento ainda dentro da tolerância não cobrada. Done.

Já estava um pouco irritada antes de chegar no shopping, pois todos os retornos estavam fechados e, ao sair de lá, tudo piorou. Aquele bairro era o maior trânsito, pois simplesmente duas faixas destinavam-se aos ciclistas. Ai, como queria estar de bike nesta hora, mas como estava de carro, queria que aqueles cones e fitas fossem para o espaço!

Felizmente finalizei mais um dia mundial sem carro com carro e, desta vez, sem batidas.
Espero no próximo realmente deixar o meu na garagem e, não só no 22 de setembro, mas vários outros dias do ano. Logo mais inauguram mais metrôs ou até lá pensarei em uma alternativa mais sustentável e prática para me locomover.

A esperança é a última que morre!



Adesivinho que ganhei do Bradesco e que ainda não irei usar.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Público vs. Privado

O que é privacidade nos dias de hoje?
Não é somente não falar sobre certos assuntos e manter conversas entre quatro paredes.
Estamos super expostos a todos ao nosso redor, como se estivéssemos em uma vitrine, enquanto os outros nos olham, passam, nos julgam e formam suas opiniões a nosso respeito.

O email, Facebook, Twitter e outras redes ajudam a divulgação de nós mesmos.
Afinal, nós selecionamos o que queremos mostrar, mas mesmo assim, revelamos um pouquinho de nós em cada post, foto ou vídeo que compartilhamos.

Apesar de, no Facebook, eu ter colocado privacidade total nas minhas informações para quem não é meu amigo, sempre fiquei num enorme dilema em divulgar ou não o endereço do meu blog.
Hoje nem me lembro mais como ficou, alterei tantas vezes, que agora vou deixar do jeito que está.
Prá ser bem sincera, dei uma enjoada do Facebook e tenho curtido mais o Instagram. Além de interagir com meus amigos de uma forma mais visual, tenho algumas marcas e, principalmente fotógrafos do mundo afora que me mostram um pouquinho de suas realidades, tão diferentes da minha. 

Me animei tanto com esta rede social, que até excluí o botão do Facebook aqui do blog e coloquei o Insta.
Aí, vem a dúvida: ser ou não ser private?

Diferente da minha decisão do Face, optei por não ser. Já que sigo tantas pessoas bacanas, por que outras delas não podem me seguir também?
Vejo pessoas desconhecidas interagindo e dando likes em fotos minhas, mas não me importo, este é o barato desta rede.

E, quanto aqui ao blog?
Cheguei a fazer uma divulgação logo quando o abri. Eventualmente coloco o link de alguns posts no Face.
Mas, de todas as redes, sem dúvida, esta é a que tem mais de mim.
Às vezes fico com um pequeno receio de quem lê, o que olha o o que pensa desta página aqui.
Já me surpreendi com pessoas que jamais imaginei que tivessem entrado nesta URL comentando comigo sobre algum post específico. Achei bacana, super legal, até.
Bem, se pretendo seguir adiante com minha fala através das mãos, tenho que me acostumar.

Gostem ou não, esta sou eu.



Aqui, a privacidade é o fato de não publicar meus dados. Vai que....

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Reencontro

Nem parece que já passaram 8 anos que me formei na faculdade.
E exatos 11 que conheci esses caras.

Tinha 18 anos quando passei no vestibular em Publicidade no Mackenzie. Cheguei a comentar um pouco sobre a saudade de ser universitária aqui, mas não falei em detalhe sobre as pessoas.

Entrei numa classe que mais parecia uma "festa estranha com gente esquisita" e, de cara,  já formei minha turminha pelas afinidades e histórias de vida.
Eu era a única menina do grupo, mas nunca me importei com isso.
Talvez meus namorados ou as namoradas dos meus amigos sim, mas isso nunca foi problema e nem nunca será.

Vivemos intensamente aquele primeiro ano, com muitas idas ao bar, baladas e rolês. O memorável workshop da música "I will survive" ficou para nossa memória para sempre. Éramos meio insanos, mas pouco importávamos.

Aos poucos, a turma foi se dividindo Uns saíram da faculdade, outros bombaram, eu mudei de sala e nossos caminhos, apesar de divergentes, sempre acabavam se encontrando de alguma forma.

Muita coisa aconteceu neste período e, pelas fases, às vezes estava mais próxima de uns do que de outros, mas a amizade nunca se apagou.

Reencontrando todos eles na semana passada, fiquei muito feliz de relembrar uma fase de vida tão gostosa e de ver como todos eles estão bem. São aqueles amigos que mesmo que você fique anos sem ver, quando encontra, parece que tinha visto no dia anterior.

É, realmente, amadurecer nos torna mais seletivo. Valorizamos muito mais as amizades antigas do que as recentes. 

Parise, Dudu, Léozão, Rapha e Hulk (mesmo que por vídeo). Vocês moram no meu coração! :)






Long time ago - Duds, lembra essa do carro?



Nós 5 no encontrinho


Parise, Dudu, Léozão e Rapha



Eita!


P.S.: Depois tento achar mais fotos e mando para vcs! :)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Trintão, trintinha. É a idade chegando.

Nos últimos meses, tenho estado pensativa.
A cada semana que passa, essas "pensações" tem se intensificado.
São as três décadas que estão mais perto do que nunca.

Eu, que sempre adorei comemorar aniversários desde as festinhas com o palhaço Atchim e o balão de Ursinhos Carinhosos decorando o meio do salão, estou num completo vazio de como celebrar estes 30.

Um encontrinho em casa só para os mais chegados ou um barzinho com mais calor humano?

A passagem, na verdade, é o de menos.
O que tem ficado são os questionamentos se estou no caminho certo, o que eu construí até hoje e onde pretendo chegar.

Este "onde" é o que vejo um pouco mais nebuloso, pois o futuro é imprevisível.
Na verdade, sempre tive um sexto sentido ao tocar neste assunto de que, do nada, minha vida terá uma reviravolta e que farei coisas que jamais imaginei.
Às vezes acho que isso pode ser uma fuga, apegar-me a algo que inexiste. O que estou construindo hoje para que este dia se torne realidade?

Bem, um "dezão" carimbado na minha monografia e todas as emoções que a envolveram deu para dar um gostinho de que neste caminho eu tenho futuro.

As coisas no trabalho andam instáveis e indefinidas o que proporcionalmente aumenta minha ansiedade e minha vontade de extravasar.

Continuo firme no pilates e tentarei a corrida pela enésima vez.
Meu desafio é passar por um exercício de paciência profunda, esta que sempre faltou perante minha eterna inquietude.







Quem diria que esse nenezão agora tem quase trinta?

10

É dez. E ponto final.


A matéria prima. A ferramenta. O material bruto. A obra-prima.

domingo, 2 de setembro de 2012

Vozes de Veludo

Sempre fui uma apaixonada por músicas românticas, melancólicas e, de preferência com vocal feminino.

Dentre minhas bandas (ou cantoras favoritas), tenho: Massive Attack, Morcheeba, Moloko, Air (aquelas que a mulherzinha canta), Bebe, Crustation,Florence + the Machine, Lily Allen, Madeleine Peyroux, Nouvelle Vague (ingresso do show em setembro já garantido!), She & Him e por aí vai. Dentre essas, variam as que mais gosto e as que mais me tocam, mas garanto que todas são boas.
Nesses dias, ganhei uns CDs do pessoal da Warner que me fez conhecer a Regina Spektor, uma cantora russa, que tem um hit bem legal que é o All the Rowbowats. O clipe nem é tão legal, mas a música vale a pena.

No final de semana retrasado, fui à praia e, para minha desgraça, demorei 4h30 para chegar em casa. Coloquei o iPhone no shuffle e uma música me chamou atenção, mas passou. Isso é algo que costumo fazer sempre quando estou no carro, já que as 2 rádios que eu mais gostava não existem mais. E... quando percebi, era ela de novo!

A banda é o Kings of Convenience, um duo norueguês bem excêntrico. A maioria das músicas são voz + violão e as suas vozes combinam tanto que, ao cantarem juntos, parece uma só. Incrível.
Mas, o mais incrível é que, além das suas vozes, a cantora e mulher do Eirik faz uma ponta na música The Build Up.
Eles que me desculpem, mas a música entra no ápice a partir dos exatos 2:02, quando a tal entra. Impossível não resistir à sua voz de veludo que acaricia meus tímpanos.




Para seu deleite. Não é o original (não encontrei), mas tá valendo.