terça-feira, 22 de maio de 2012

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Vai passando o tempo e a gente acomoda.
Não quer arriscar, tem medo do novo, frequenta os mesmos lugares...
Um bom termômetro é pensar em "Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?"


Quando li isso numa revista, parei para pensar.
Meu saldo até que está positivo: viajei para o Peru (uma experiência inesquecível), fui numa despedida de solteira, madrinha pela primeira vez, promovida, comecei a praticar pilates...


Mesmo assim, resolvi dar uma chacoalhada na rotina: fui fazer compras em um outro supermercado, adquiri produtos que nunca tinha experimentado, jantei em  restaurantes que não conhecia (contei um pouco aqui), usei azul, lavei roupa com Ariel líquido (!!), arrisquei a tomar o Guaraná Jesus (peculiar e horrível, por sinal)...



Para não perder o frescor, a juventude e as coisas boas da vida, daqui prá frente me perguntarei sempre. 


A resposta? Cada vez uma história diferente.

Diquinhas de Gastronomia

Semana passada me dediquei à arte da gastronomia e fui em dois restaurantes super bacanas, descolados, com decoração peculiar e, um ótimo custo/benefício!


O primeiro deles foi o Tavares. Vi no Instagram a foto de uma amiga e comecei a buscar mais a respeito.
Marquei de ir com minhas amigas da Pós. O mais legal é que nenhuma de nós conhecia e foi uma surpresa super agradável. 
A decoração é super bacana, contrasta uma estante de livros com uma parede de grafitti, além de todos os badulaques que a compõe estão à venda.
O banheiro é muito interessante também: uma cortininha de voil divide o masculino do feminino, a iluminação nas cabines vem do chão e a pia é super diferente. A torneira é um cano que desce do teto, sem contar na plaquinha com um desenho lindo da mulher e do homem.


No cardápio, tem entradinhas (comi uma brusqueta muito boa), paninis e pizzas individuais assadas na hora no forno a lenha, além de sanduíches, risotos e massas.


Comi uma pizza (claro!) de escarola com queijo de cabra. O chopp é Bamberg (hummm).
Lá também deve ser bem gostoso ir a 2 e tomar um vinho, tem uma adega bem grande lá.
Certeza que voltarei para saborear as delícias e ainda comprar um penduricalho que acabei não comprando dessa vez.



A outra dica é o Butcher's Market. Engraçado que por 2 anos passei em frente e nunca reparei neste restaurante escondidinho e super pequeno.


É uma lanchonete descolada e tem até um clima de baladinha. Pessoal alternativo na parte de fora sentado no banco, deliciando a cerveja de jarro (chopp Heineken $90), fumando, aconchegados por um chapéu chinês pegando fogo.


Chegamos lá pelas 21h e a espera estava uns 40 min. Topamos esperar e acabamos sentando antes mesmo que passasse este tempo. A espera também é tranquila, os garçons tatuados servem as bebidas e petiscos sem problemas, o desafio é encontrar algum lugar para apoiar!


Na parede estão desenhados vários cortes de carne e uma grande lousa - decoração em comum com o Tavares - com parte do cardápio.


Tomei cerveja Brooklin e depois pints de chopp Heineken.
De entrada, comi um pãozinho chinês com recheio de carne de porco (acho que era costelinha), pepino e um molhinho apimentado.
Depois, de prato principal, o Du pediu um sanduba de 5 andares com onion rings, bacon e molho de gorgonzola e eu pedi um sanduíche de chilli, delícia total!


Saímos de lá estourando de tanto comer e nem sobrou um espacinho para a sobremesa.
Quem sabe da próxima?


Bon apetit!






O sanduba dele: 5 andares de onion rings e o meu de chilli, todo desmoronado! Hummm

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O meu dia

Faz um tempão que não passo por aqui. Não, não abandonei meu querido refúgio de livres palavras e desabafos cotidianos.

Tantas coisas aconteceram nesses dias em que estive ausente que, para resgatar muitas delas teria até dificuldade de relembrar os detalhes que fazem a diferença e que adoro relembrar na hora de postar.

Percebi que mais do que nunca o tempo é um bem muito valioso e que a cada dia que ele passa, esvaece e vai sem eu perceber que algum momento ele esteve em maior abundância.

Fiz um cronograma no meu caderninho para os dias de estudo e dedicação à monografia.
Os "x" são os dias em que não fiz nada e os "o" são aqueles que executei algo.
Com isso, notei que, claro, haviam mais "x" do que "o", mas o que mais me impressionou foi  a velocidade em que esses poucos dias em que classifiquei passaram. 
Já passamos da metade do mês.

(...)

Este ano fui promovida oficialmente a "Gerente de Comunicação & Trade Mizuno".

Esperei tanto por esse dia, sonhei, suei, torci, batalhei e finalmente ele chegou.
Idealizava este momento e como tudo fosse proceder a partir de então.
Queria é contar para todo mundo, para minha família, meus amigos, atualizar meu CV, mudar meu cargo no linkedin, sentir orgulho de mim mesma, tudo isso.

Bobagem.

É óbvio que fiquei (e ainda estou) feliz da vida!
Afinal, atingir grandes objetivos não é qualquer hora que acontece, né?
Tudo passou da forma mais calma e com minha expectativa mais tranquila ainda.

Assisti repetidamente o filme "Up in the Air", ou "Amor sem escalas" do George Clooney.
Tomei muitas lições deste filme, além de ele ser super divertido e, de certa forma, triste.

Minha reação ao receber o meu tão esperado "prêmio" foi bem parecida com o de Ryan Bingham ao receber o cartão de 10 milhões de milhas (1:29 no vídeo).
Ele sonhou tanto com este momento, ensaiou a troca de palavras com o piloto lhe entregando o grafithi card que na hora, lhe deu um branco.
Ele ficou sem palavras, tomou sua champagne e ficou ali, admirando o tal cartão.

Tudo isso para dizer que, quando tangibilizamos um sonho ou um desejo muito intenso a forma como lidamos com esta "mudança de status" é, no mínimo, imprevisível.
Como tudo nessa vida.

a "tão sonhada pastinha"