sábado, 17 de março de 2012

Agora vai!

Desde pequena sempre fui hiperativa, pulava o tempo todo, saracuteava, tanto é que ballet nunca vingou comigo. Parado demais.
Tentei natação, mas detestava. Inventava que estava com dor de barriga só para não entrar naquela piscina gelada com a touca que estrangulava meu cérebro. Aprendi a nadar e foi só.
Dei a sorte da minha querida mãe me colocar na ginástica olímpica. Amei.
Fiz por alguns anos, o que me rendeu estas costas largas e bastante elasticidade.
Era a menorzinha e mais magrela da turma.
Depois de cansar de fazer tantas piruetas, engatei no basquete.
Esse sim, joguei com louvor, era uma das melhores da turma.
Rapidinha, esperta e acertava as bolas de longe. As grandalhonas queriam me matar!


A adolescência foi chegando e as aulas de educação física na escola nunca mais foram as mesmas. Cheguei a dar um atestado falso para não ter que fazer as aulas, queria mesmo é passear, fofocar e paquerar na aula vaga.


Depois de mais velha, fazer exercício para mim virou um tabu.
Trabalho, estudo (e na época, baladas) e nada de tempo para me exercitar.


Há uns bons 3 anos cheguei a fazer uns 8 meses de yoga, mas depois das férias na Europa, a vontade de voltar não veio junto. Parei.


Entrei na Alpargatas e, desde minha primeira semana, a pressão silenciosa para correr gritava em meus ouvidos.
Não só porque trabalho com corrida, mas também que pelo fato de trabalhar para Mizuno, tenho regalias como nenhuma outra área tem. Quanta gente querendo e eu desperdiçando.


Resolvi ir para a tal da Academia Fórmula. Cheguei no professor (um negão enoooorme e sarado), disse que queria começar correr. Ele me fez meia dúzia de perguntas e passou uma musculação pesada e uma meia hora de corre-anda-corre-anda.


Ao me despedir dele, ele falou: tomara que você volte!
Acho que ele percebeu que não me identifiquei. Não pisei mais lá nem para retirar minha carteirinha.


Este ano, com novas perspectivas e com o projeto Balzaquiana, resolvi que daria uma nova chance para a corrida.


Entrei na assessoria esportiva com o pessoal do trabalho, clima excelente, pessoas ótimas, professor 10.
Fiz 2 aulas, inclusive uma delas registrei aqui no blog. 
Na 3a, já dei desculpas para não ir e desisti.


Depois de uns dias querendo justificar a mim mesma minha desistência, percebi que estava forçando a fazer algo que definitivamente NÃO GOSTO, acho chato, cansativo demais, pesado demais. Ainda bem que tem gente que adora e que cada um é diferente do outro.


Decidi que não irei mais fazer as coisas pelos outros e entrei na aula de Pilates.


Tinha feito uma pesquisa na primeira semana de janeiro, mas ensaiei para marcar a aula teste.
Aquele lugar que achei bem simpático, que conversei mais com a professora e com um preço justo, bem pertinho de casa, foi o que eu resolvi testar.


Achei a aula teste meio forte, fiquei com as batatas da perna bem doloridas, mas valeu a pena e resolvi tentar.


Marquei a primeira aula de verdade. Aquele monte de aparelhos com 1001 utilidades, me deixaram com as pernas bambas!


É lógico que paguei somente 1 mês, 1x por semana, só para garantir.
Saí de lá dizendo para professora: "Gostei da aula, agora tomara que eu vingue".


Vou ficar bem sarada no próximo verão e chegar no 30 melhor que nos 20.
O melhor de tudo é exercitar o corpo e a mente, além de espairecer com algo que gosto.




Um comentário:

  1. É bem verdade que exercício faz bem, mas temos que achar o que NOS FAZ melhor né?
    Tb cansei de tentar academia normal, musculação, aulinhas... e olha que tentei.
    Amo pilates, vc vai adorar!
    Depois me conta.

    1555 beijos

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