quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Faxina na Casa e na Alma

Todo ano começa cheio de promessas. Algumas que conseguimos cumprir, outras nem tanto.


Minhas promessas de ano novo ainda não comecei a listar, estou atrasada.
Mas, me dei o prazo de, até o final de janeiro pensar na vida e tentar organizar meus horários para 3 coisas que quero fazer: pilates, corrida e inglês.
Além disso, minhas aulas da Pós acabaram em dezembro, mas terei até julho para fazer minha monografia, esta famosa, que nem comecei a escrever um parágrafo sequer.


Quero fazer uma pequena reforminha no meu apê, estruturar melhor o quarto do escritório, vulgo quadradinho para que tanto eu, como o Du, tenhamos mais privacidade e concentração para focar nos estudos.
Fora um upgrade no banheiro que já está clamando por uma pequena manutenção, novos tapetes para a sala e por aí vai.


Resolvi dar o pontapé inicial com uma ultra-mega-hiper-super faxina em casa.


Minha faxineira tirou férias e eu, claro, entrei em pânico. Por sorte, peguei emprestada da minha sogra a empregada dela para dar um tapa na casa e passar umas roupas.
Ela veio num sábado e eu pensei que fosse conseguir arrumar todos os armários e, inclusive limpá-los por dentro em um dia só. Doce ilusão. Consegui fazer somente 1 da cozinha, meu criado-mudo, o armário da sala e o maleiro do meu quarto. Foi um bom começo.


No final de semana passado, coloquei na minha cabeça de que esta super arrumação teria que continuar e terminar até domingo.


Acordei umas 8h no sabadão, tomei café, pus a roupa adequada e, com panos, lustra-móveis e álcool em mãos, fui tirando tudinho que estava guardado, reavaliando se deveria continuar ali ou não e organizando tudo de novo.


Confesso que demorou e um dia não foi suficiente. Consegui só fazer o restante do armário do meu quarto, o banheiro e os armários do escritório. 
Fiquei em frangalhos. Dor no corpo, nas mãos, unha preta, pé preto. Nem consegui sair de casa de tão cansada que estava. E ainda faltava mais.


Dormi tão mal aquela noite que acabei acordando lá pelas 8h30 no dia seguinte. Mesmo cansada, resolvi seguir com o meu objetivo e comecei pelo quarto de empregada. Estava realmente uma zona, pois todas as sacolas de doação e outras tranqueiras havia jogado lá no dia anterior.


Ainda bem que o Du acabou me ajudando no domingo, não sei se teria conseguido terminar tudo sozinha. E lá limpamos e arrumamos o tal quartinho, o banheirinho de empregada (que, por sinal, estava péssimo) e a cozinha.


Relembrei de tanta coisa que guardei durante estes 2 anos e tanto morando aqui e percebi o quanto a gente acumula tranqueira achando que um dia vai precisar e nunca lembra que está lá.


Pratiquei o desapego, separei algumas coisas para doar para minha querida faxineira. Guardei algumas sacolas dentro do armário só para esperar o dia do Bazar das Amigas para trocar por outra peça de alguém que a tratou da mesma forma e que para mim é como se tivesse comprado algo novo no shopping.


Ainda, prá completar, almoçamos fora no domingão e voltamos com pique total para terminar a faxina.


Faltava só o armário do corredor, aquele que tem de tudo um pouco: canetas, livros, cofre, bugigangas, contas e pastas.


Mal me aguentava em pé, mas ainda faltava aquele. O Du falou: "esse não precisa, arrumamos há pouco tempo", então resolvi tomar banho e aparentemente finalizar.


No chuveiro, fiquei pensando que, depois de toda esta maratona, não podia deixar de concluir a casa toda, abandonando o armário que seja o que talvez mais use.


Já de pijama e banho tomado, resolvi que iria arrumar o tal, para não deixar passar em branco. Ao pegar os livros, vi tanta poeira que, peguei o pano novamente para terminar a faxina de casa.


Esfregando as prateleiras do armário, fiquei pensando o quanto às vezes é difícil irmos até o fim em algumas coisas da vida. E que, superar os desafios, as barreiras físicas e emocionais é o que vai nos colocar um patamar acima e que vai nos dar o gostinho da conquista quando ela vier.


Terminei aquele último armário como se tivesse cruzado a linha de chegada depois de um longo percurso e me senti vitoriosa. Realmente venci a batalha de começar o ano com o pé direito, de abrir espaço para entrar as coisas novas e de doar para quem realmente precisa aquilo que para mim não terá mais utilidade.


Este espírito de superação e persistência é o que quero manter vivo durante este ano de 2012.


Lutar, sempre. Desistir, jamais.



O antes & depois do quartinho de empregada



As queridas roupas e a tentativa de organização nesta esquizofrenia



A sala com o armário exclusivo de copos & bebidas e a recompensa 
de um final de semana de puro trabalho braçal



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