domingo, 27 de novembro de 2011

Debutei na Formula 1

Sou adepta da idéia de que novas experiências são sempre benvindas. Algumas a gente repete, outras a gente deixa aquele momento guardado na memória.


Meu sogro nos deu uns ingressos para a Formula 1 e estava super ansiosa em vivenciar como expectadora daqueles carros que passam tão rápido que mal conseguimos acompanhar.






Para coroar a novidade, fomos de trem. Já peguei trem em outros países, mas este aqui de SP, minha terrinha natal, nunca tinha andado. Apesar do evento, ele não estava cheio, mas o cheiro foi super desagradável quando entramos. De início, achei que fosse o (pobre) rio (poluído), mas não, acho que algum infeliz soltou um belo dum pum no meio do povo. Nos delocamos para um lugar mais tranquilo e foi aí que o cheiro mudou, para o de salgadinho que algumas crianças estavam comendo (realmente o cheiro de Doritos não tem como não reconhecer de longe).


Olhava a paisagem e imaginava o que um gringo pensaria daquela paisagem de favelas, fios e o rio negro?
Foi quando percebi um garoto mulato passando no meio da gente e indo em direção a uma menininha de colo desconhecida. Acredita que ele foi até lá para oferecer à ela seu salgadinho? Ela, timidamente pega 3 e ele passa pela gente andando com uma ginga de quem está habituado a passar por ali muitas vezes.
Achei aquele gesto tão bonito que me fez sentir orgulho de ser brasileira. Nosso povo não tem parecido e nem mesmo igual em nenhum canto deste imenso mundo.


Caminhamos, camelamos, andamos embaixo de um sol à pino, pegamos carona num taxi, andamos mais, até que chegamos.


Finalmente coloquei meu crachá no pescoço e por lá ele permaneceu como se fosse uma medalha. Medalha esta, que não só eu e os que estavam comigo tinham, mas todos de lá o tinha e o exibia como um falo.


Chegamos no nosso camarote, climatizado, com abundância de comes e bebes.
Vi o Piquet fazer uma volta para exibir seu carro de mil novecentos e nada, vi alguns Porches tentando fazer uma graça por ali.



Realmente o Facebook é uma ferramenta incrível quando você sabe utilizá-la. De olhar a foto no post de um amigo, descobri que ele estava ali, exatamente no mesmo lugar que eu!


Almoçamos, brindamos umas champagnes aqui, outras cervejas ali.



Mas quando aquele monte de carros passaram fazendo a volta de demonstração, fiquei arrepiada.
Realmente o barulho é ensurdecedor, mas também inspirador.
Não senti o cheiro de gasolina e nem de pneu queimado como todo mundo fala, mas acompanhei cada uma das 71 voltas daquele circuito.


Infelizmente (ou felizmente!) não vi nenhum acidente, nenhuma batida, só 2 carros que quebraram ali pertinho, mas sem muitas emoções.


Foi bacana ver o "pega" entre o Massa e Hamilton, algumas ultrapassagens e o Vettel, que começou como um foguete, acabou escorregando e perdendo a pole para seu companheiro de equipe. 




Gostei também de ver o fanatismo dos homens para com suas equipes, uniformes e bonés com logotipos. É uma devoção diferente do futebol, digamos, mais amena.


O ronco da Ferrari realmente é demais e diferenciado dos outros, mas o carro mais bonito, sem dúvida, foi o da Red Bull.







Se pintar um convite "na faixa" na última hora no ano que vem, estou dentro!




O ronco emocionante...



Um comentário:

  1. Sempre bom fazer um programa diferente né?
    Tô muito fraca de programação. Minha vida está de pernas p o ar.
    Pensamento positivo.... Hummmmmm.... Daqui a pouco tudo volta ao normal.
    Paciência Rérica, paciência.

    1555 beijos

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