segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Escolher e ser escolhida

(Breve introdução: agora sim posso publicar. Aliás, não tinha melhor momento do questionar sobre o trabalho no meu primeiro dia de férias. Será que pedirei minha demissão ao retornar?)
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Mesmo escrevendo este post exatamente às 9h34 do dia 18 de junho, sei que não poderei apertar o botão "publicar postagem" hoje, pois não tenho como controlar os acessos do blog enquanto alguns processos sigilosos acontecem no paralelo.

Nos cursos de RH, aprendi que existem 3 etapas de socialização na vida:
1. Família
2. Escola
3. Trabalho

Se for parar para realmente analisar, a cada etapa, nossas qualidades e defeitos ficam mais evidentes aos olhos de quem nos julga.
Criam-se rótulos que muitas vezes transformam-se em apelidos.
Conquistas que dependem unicamente de nós começamos a perseguir.
Notamos que quanto mais abraçamos o mundo, mais cruel ele é conosco.
Não podemos ser moles com a vida, se ela é dura com a gente.

Falando especificamente da terceira socialização que é o trabalho, na minha opinião, é o marco do ingresso à vida adulta.
Apesar de não saber jogar, sempre me imaginei em um tabuleiro de xadrez, uma parte da estratégia empresarial desde que tive minha carteira de trabalho assinada.

Sim, somos tratados como mercadorias. Os significantes deste universo tornam esta afirmação ainda mais evidente, pois somos um "recurso humano", ingressando no "mercado". Nosso rótulo é nossa apresentação pessoal - postura, maneira de expressar, roupas e nosso curriculum é a descrição do produto com suas características que anunciamos na mídia - sites de vagas, linkedIn - praticamente um hang tag com as especificações daquele SKU.
Neste caso, os "consumidores" são as empresas, que querem adquirir o produto mais adequado às suas necessidades.
O preço é variável, apesar de existir uma régua padrão. São como as ações na bolsa: ora você está em alta, ora não.

Na posição de entrevistadora, analiso friamente o perfil do candidato, seus gestos, sua forma de vestir e falar e fico imaginando como aquela pessoa reagiria às situações diversas e, principalmente se nos daríamos bem trabalhando juntos.
Sim, trabalho é praticamente um casamento: vemos e convivemos muito mais com nossos colegas "colaboradores" do que com nossos amigos, familiares, maridos/esposas e por aí vai.
Qualquer deslize ou vacilo neste curto espaço de tempo já é crucial na decisão da escolha. (difícil escolha, diga-se de passagem)

Na posição de entrevistada, pesquiso a empresa e analiso as pessoas que ali convivem e tento me imaginar todo dia entrando por aquela porta e convivendo naquele mundo. Penso na minha rotina diária, no trabalho a executar e, no fundo, tenho uma pontinha de certeza de que todos os mitos criados na minha cabeça ao redor daquela instituição irão por água baixo, assim que começar a bater meu cartão ali diariamente. Não tem jeito.

Sim, estamos sempre em busca de algo que nos complete.
Freud me contou que, por mais que pesquise, vá atrás, procure eu nunca vou encontrar nesta vida.
Mesmo assim, sigo persistindo. Um dia chegarei e jamais vou desistir.




Google image - quem mexe as peças é o Cérebro (do Pink & o Cérebro)... mas... será que um dia ele conseguirá conquistar o mundo?



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