segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Aniversário de Namoro

(Mais um antigo, que até então não teve tempo de nascer!)

*************************************************************************************************

Amar alguém é ter o coração acariciado com veludo.
Guardado em um local bem confortável, quentinho e seguro.
Um lugar quase intocável, pois qualquer movimento contrário, pode o machucar.

Ontem, em um jantar prá lá de romântico na minha linda casa, comemorei exatos 4 anos de namoro.
Tudo começou em uma data bem cabalística: 07/07/2007. E, de lá em diante, o amor só cresceu.

À luz de velas e ao som de Madeleine Peyroux deliciamos um saboroso fondue com o melhor vinho da nossa adega. Comemos, bebemos e até dançamos juntinhos.

Que venham por aí casamento, bodas de papel, algodão, ouro, sangue e diamante.

Amo você, Chic, meu Amor!


O melhor do mundo <3

Escolher e ser escolhida

(Breve introdução: agora sim posso publicar. Aliás, não tinha melhor momento do questionar sobre o trabalho no meu primeiro dia de férias. Será que pedirei minha demissão ao retornar?)
*******************************************************************************************************

Mesmo escrevendo este post exatamente às 9h34 do dia 18 de junho, sei que não poderei apertar o botão "publicar postagem" hoje, pois não tenho como controlar os acessos do blog enquanto alguns processos sigilosos acontecem no paralelo.

Nos cursos de RH, aprendi que existem 3 etapas de socialização na vida:
1. Família
2. Escola
3. Trabalho

Se for parar para realmente analisar, a cada etapa, nossas qualidades e defeitos ficam mais evidentes aos olhos de quem nos julga.
Criam-se rótulos que muitas vezes transformam-se em apelidos.
Conquistas que dependem unicamente de nós começamos a perseguir.
Notamos que quanto mais abraçamos o mundo, mais cruel ele é conosco.
Não podemos ser moles com a vida, se ela é dura com a gente.

Falando especificamente da terceira socialização que é o trabalho, na minha opinião, é o marco do ingresso à vida adulta.
Apesar de não saber jogar, sempre me imaginei em um tabuleiro de xadrez, uma parte da estratégia empresarial desde que tive minha carteira de trabalho assinada.

Sim, somos tratados como mercadorias. Os significantes deste universo tornam esta afirmação ainda mais evidente, pois somos um "recurso humano", ingressando no "mercado". Nosso rótulo é nossa apresentação pessoal - postura, maneira de expressar, roupas e nosso curriculum é a descrição do produto com suas características que anunciamos na mídia - sites de vagas, linkedIn - praticamente um hang tag com as especificações daquele SKU.
Neste caso, os "consumidores" são as empresas, que querem adquirir o produto mais adequado às suas necessidades.
O preço é variável, apesar de existir uma régua padrão. São como as ações na bolsa: ora você está em alta, ora não.

Na posição de entrevistadora, analiso friamente o perfil do candidato, seus gestos, sua forma de vestir e falar e fico imaginando como aquela pessoa reagiria às situações diversas e, principalmente se nos daríamos bem trabalhando juntos.
Sim, trabalho é praticamente um casamento: vemos e convivemos muito mais com nossos colegas "colaboradores" do que com nossos amigos, familiares, maridos/esposas e por aí vai.
Qualquer deslize ou vacilo neste curto espaço de tempo já é crucial na decisão da escolha. (difícil escolha, diga-se de passagem)

Na posição de entrevistada, pesquiso a empresa e analiso as pessoas que ali convivem e tento me imaginar todo dia entrando por aquela porta e convivendo naquele mundo. Penso na minha rotina diária, no trabalho a executar e, no fundo, tenho uma pontinha de certeza de que todos os mitos criados na minha cabeça ao redor daquela instituição irão por água baixo, assim que começar a bater meu cartão ali diariamente. Não tem jeito.

Sim, estamos sempre em busca de algo que nos complete.
Freud me contou que, por mais que pesquise, vá atrás, procure eu nunca vou encontrar nesta vida.
Mesmo assim, sigo persistindo. Um dia chegarei e jamais vou desistir.




Google image - quem mexe as peças é o Cérebro (do Pink & o Cérebro)... mas... será que um dia ele conseguirá conquistar o mundo?



Enfim, férias!

A abolição da escravatura aconteceu há exatos 123 anos atrás. Desde então, iniciou-se um outro tipo de escravidão, com um pouco mais de direitos e não apenas deveres como na versão anterior.

Os especialistas em economia afirmam que, para pagarmos nossos impostos, temos que trabalhar por 4 meses, isto quer dizer que de janeiro à abril, nosso rico dinheirinho vai para os cofres de sei lá quem e ajudam a aumentar o "pequeno" grande número do impostômetro.
Depois de 1 ano de trabalho árduo, você consegue o direito de tirar férias de 1 mês, ou melhor, 30 dias corridos. (até que comparando esta lei com alguns outros países ela não é de todo mal)

A ditadura do capitalismo não permite que você goze os 30 dias seguidos: isso é para poucos. Você acaba usufruindo de 20 dias e vendendo 10 dias do seu precioso descanso para suprir a máquina mercenária a qual estamos inseridos.



A contagem regressiva foi bastante intensa, mas as férias pareciam estar tão longe que ainda não me dei conta de elas chegaram de verdade.
Depois de alguns finais de semana trabalhados, o pico de stress para deixar tudo organizado e bem encaminhado aconteceu exatamente no antepenúltimo dia de trabalho em que abdiquei do meu almoço e faltei na aula para continuar trabalhando e camelando que nem uma louca.
No último dia, coloquei na minha cabeça que deveria estar mais relax, que o que tinha que ser feito já tinha acontecido e que não adiantava mais me preocupar.

As pessoas vinham se despedir de mim (exceto meu novo chefe que me ignorou) e me parabenizar pelas férias como se eu tivesse ganhado na loteria ou como se fosse meu aniversário.  Vinte dias passam tão rápido que antes mesmo de eles começarem, notei que já estão escorrendo por entre meus dedos.

O final de semana foi tranquilo e ainda mais com tanta chuva. Mesmo sendo o primeiro final de semana de férias, parecia como um qualquer, na segunda teria que ir para o trabalho.

Hoje, ao acordar cedo, corri prá lá e prá cá para fazer um monte de coisas que não tinha feito e que precisava agilizar antes da viagem.
Pelo fato de poucos dias de descanso terem passado, hoje sinto como se fosse um feriado prolongado.

O que me marcou neste terceiro dia de férias (ou primeiro, na verdade) foi o barulho da turbina do avião ao passar pelo aeroporto. Sim! Eu vou viajar!!!!

O que me chateou agora que estou em ritmo mais calmo e mais pensativa com relação a diversos aspectos da minha vida é que nestes últimos meses, tenho me dedicado muito aos outros e pouco a mim mesma.
Quero corresponder todas as expectativas dos que me rodeiam, seja no trabalho, seja meus amigos, família, namorado. Mas, de tudo isso acho que o que mais está pesando é o trabalho. A responsabilidade de ser chefe e de estar correndo atrás da minha promoção tão suada e que tanto me cobro.
Falta um pouco mais de leveza, suavidade e equilíbrio.

Se valeu a pena? Ainda não sei.
Já já sentirei as férias correndo nas minhas veias.
Mais questionamentos virão.
Outras respostas também chegarão.
Sabe lá como estarei pensando até o final destes 20 dias, mas uma coisa é certa: é tempo de mudar.
(O duro vai ser voltar.)




Excluindo o "check email", este gráfico explica brilhantemente o que é sair de férias

sábado, 8 de outubro de 2011

The Journey

Viver é uma tarefa difícil, pois a vida é cheia de encontros e desencontros.
Mistérios que são desvendados anos depois, ou que brilham em nossos olhos instantaneamente.
É como uma roda gigante, às vezes por cima, outras por baixo.
Mas o que vale é sempre lutar, e lutar para vencer.

O chegar é importante, mas o ir pode ser mais ainda...

In short, the journey is the destination.



P.S.: Tenho que dar os créditos a esta frase final ao MKT da Mizuno USA que utilizou esta frase emocional na campanha de Volley. Quando ouvi, me emocionei na hora. Não sei por que, mas me tocou no fundo. Às vezes gastamos nosso precioso tempo reclamando e sonhando demais (sonhar é bom, mais tirar os pés do chão não) e não damos o devido valor ao presente mais precioso que temos que é o hoje.
Claro que quero viver melhor do que estou hoje, ter mais amor, mais dinheiro, mais saúde, mais sucesso e mais tudo, mas até eu chegar lá (que um dia sei que vou), tenho que apreciar o caminho, olhar pela janela e aproveitar a paisagem da estrada. Porque quando chegar, lembrarei que o caminho também foi incrível.



Google Image - pesquisa Journey