domingo, 19 de junho de 2011

Paris. Ahhhh Paris.

Quando planejei minha viagem para a Europa, o foco era a Espanha, mas resolvemos dar uma esticada e fazer uma parada em Paris depois de explorar o pais mais caliente do velho continente.

Tínhamos ficado em dúvida se começaríamos ou finalizaríamos a viagem em Paris. Por nossa sorte, tudo foi perfeito e Paris sem dúvida foi o melhor desfecho que poderia ter acontecido.

Fiquei tão extasiada em chegar no aeroporto que, pela segunda vez, esqueci no carrinho das malas todas as gravuras que havíamos recomprado em Madrid.
Entramos num taxi e o motorista era um velho senhor muito elegante. O tempo estava nublado, frio. Tentava fazer com que meus olhos ficassem mais abertos do que o normal pois não queria perder uma imagem sequer. Ao som de música clássica, sentimos algo brusco, uma batida. O senhor desceu do carro e resolveu logo ali. Disse que uma mulher bateu nele porque estava cantando. Simples assim e, no mínimo, engraçado!


Ao avistar um pedaço da Torre Eifel no horizonte em meio à névoa, meu coração disparou e comecei a chorar. Passamos pelo Louvre até chegar no nosso hotel e, a sensação que tive ao chegar em Paris perdurou durante toda minha estadia: que estava vivendo um filme.

Largamos nossos pertences no hotel e não fizemos o check-in pois ainda era cedo.
Andamos a pé pelas redondezas, extasiados. Estava tão hipnotizada com tudo aquilo, que nem fotografar eu queria. Comi um crepe de queijo chevrè preparado por um marroquino em uma barraca na rua que em português só sabia falar "sal" e "pimenta". Óbvio que estava uma delícia! O Du se empolgou um pouco mais e foi se deliciar com uns mariscos do mar que nem sei o nome em um restaurante.

Voltamos para o hotel e, segundo a recepcionista e nossa simpática guia turística, Audrey, demos sorte e pegamos um quarto triplo.
Atravessamos um estreito corredor e conferimos o quarto. Uma gracinha e, ainda bem que era triplo, pois mesmo assim era pequeno como tudo naquela cidade.


Resolvemos de cara ir ao Louvre, sem saber que estava fechado por conta de um feriado. Não tivemos dúvida alguma ao redirecionar nosso destino para o Arc de Triomphe e Torre Eifel. Subimos, compramos souvenirs e aproveitamos tudo que tínhamos direito por ali. Fizemos todo o roteiro a pé para ir apreciando os detalhes das ruas, as pessoas passando, os carros de luxo e as lojas.
Ficamos praticamente o dia inteiro na torre e ao redor dela, em bares e restaurantes. Aquilo é lindo demais!


Passamos 5 dias muito bem vividos ali. Visitamos diversos pontos turísticos e exploramos também lugares que o pessoal de lá frequenta, que acaba não sendo muito turístico.
Infelizmente não vou conseguir neste post contar de toda minha viagem à Paris, pois foi longa e bastante intensa. Quem sabe um dia me empolgue e continue de onde eu parei.

Foi interessante perceber que, ao contrário de décadas atrás, os parisienses foram muito amáveis conosco mesmo nós não sabendo falar quase nada em francês. A cidade inspira romance e é fabulosamente charmosa. Os barzinhos e cafés com as mesinhas na calçada, a própria língua falada e escrita, as pessoas elegantemente vestidas com casacos e chapéus na rua, os metrôs, as construções, monumentos, museus e igrejas que eu estava tendo o privilégio de conhecer ao vivo aquilo que desde pequena via nos livros.

Pode dizer que Paris é o maior clichê, mas o jargão popular é sábio e conhece o que é bom. É difícil expressar em palavras, gestos, fotos o sentimento e tudo que vivi lá.
Quem não foi à Paris só vai me entender depois que conhecer. E, ah, um detalhe: vá acompanhado de seu amor!
Garanto que não irá se arrepender. E ainda voltará com aquela pontinha de saudade e a lembrança que jamais se apagará.


 Preciso dizer alguma coisa?


 Um sonzinho emprestado do filme "Midnight in Paris" para entrar no clima...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Workaholic days: missing my house

Gosto de escrever aqui idéias mais profundas ou ensaios do meu cotidiano.
Tenho que admitir que estou profundamente envolvida no trabalho nestes últimos tempos e que tem sido bem difícil conciliar a labuta, o namoro, família e os amigos. Sempre tem um que fica mais distante, não tem jeito.
Tudo começou com um bate-volta para Brasília numa segunda-feira. O tempo na capital tava meio ruim e foi prá lá de cansativa a visita em clientes digamos, não tão bacanas assim.
Na mesma semana logo veio a Cidade Maravilhosa, clientes + corrida no domingão.
O fds foi tão intenso que aproveitei desde a manhã até o final da noite e pude encontrar uma super amiga que a rotina intensa estava me impedindo de nos vermos.
Quando achei que tudo estava um pouco mais calmo, aproveitei para passar o final de semana em Ibiúna. Aquele friozinho, lareira, vinho... hummmm... que delícia!
Coloquei algumas mudas de roupa a mais na mesma mala e cá estou eu numa convenção em Atibaia.

Estou com saudade do cheirinho da minha casa, de ficar de bobeira na cama, jogada no sofá e até entediada por ficar sem fazer nada por lá.
Quero abraçar o meu amor, dormir de concha e ouvir as reclamações dele quando ele está com sono.
Quero cochilar escondida no sofá enquanto assisto um filme no Telecine Pipoca, ficar sábado à noite em casa, comendo pizza à meia luz.
Um pouco de paz, silêncio e cobertor.
Hoje é terça-feira, mas a semana passa tão rápido que logo logo estarei lá, na minha linda casa, aconchegada, ouvindo o barulho da chuva bater na minha janela.