sábado, 30 de abril de 2011

Cut Copy - Corações em Chamas

Sim, adoro corações.
Esta música, bem bacana da banda Cut Copy é demais.

O mais legal ainda foi ter visto o vídeo. Realmente, quando na nossa vida chove, chove em todos os lugares, até mesmo os mais inusitados possíveis.

Enjoy it! ;)

Casamento Real, Imaginário e Simbólico

Quem nunca um dia na vida imaginou casar, que atire a primeira pedra.
Não sei se é natural do sexo feminino ter grade apreço por casamentos, mas confesso que gosto - e bastante!

Meu primeiro contato com casamento que consigo reativar na minha memória, foi quando vi o álbum de casamento dos meus pais.
Minha querida mãe, carinhosamente me mostrando e relembrando deste dia que pode-se considerar um dos mais felizes da sia vida. Ao final, ela me mostrou o convite e perguntou: "Você quer ir?" E eu: "Claro!". Confesso que realmente acreditei que pudesse ir para aquela festa pelo fato de ter o convite na mão. Só não sabia que ainda não se fabricam máquinas do tempo, tipo aquela que tem no filme De Volta para o Futuro... :)

Na minha fase atual de vida, muitas pessoas próximas vem se casando. Alguns amigos juntando as escovas de dente, outros realmente investindo na cerimônia. Eu mesma sou uma delas que já divido o teto com o amor da minha vida, mas temos muito claro em nossos planos que um dia seremos os protagonistas deste ritual de passagem tão maravilhoso que qualquer ser humano deveria passar um dia na vida. Mas isso irei falar mais prá frente.

Sou uma manteiga derretida, choro em todos os casamentos, ainda que mal conheça os noivos. Isso não é nenhuma novidade pois quase 100% das mulheres agem desta forma.

Não tenho como deixar de comentar do casamento mais pop desde globo que aconteceu ontem em rede mundial. Acordei antes do despertador, infelizmente meia hora depois do início. Não vi a noiva entrando na Abadia, mas pude ver o finalzinho da cerimônia.
Ao entrarem na carruagem com todas as pessoas ali, queria me teletransportar para aquela cidade para ver de perto e ao vivo toda a pompa do casamento real.
Grudei na TV de uma tal forma, que alternava os canais para não perder um segundo sequer enquanto a indústria explorava a altíssima audiência para propagar seus produtos.

Decidi que atrasaria no trabalho, não perderia por nada neste mundo este momento que ficará para a história.
Aguardei ansiosamente o momento mais esperado (e o que eu mais gosto!): o beijo.
Eles saíram da Abadia sem um beijinho sequer. Príncipes e Princesas tem que se beijar no balcão do Palácio, é mais chic.
A TV começou a reprisar os melhores momentos do casamento enquanto a longa espera pelo gran finale acontecia. O mundo todo estava voltado para aquela sacada.

Até que, pontualmente às 9:25, lá estão eles e toda sua família. Sorrisos e acenos.
Em uma fração de segundos.... um selinho! Todos (inclusive eu) devem ter pensado: "mais só??". O protocolo dizia que eles ficariam por lá por aproximadamente 5 minutos.

Eu já estava mais do que atrasada para o trabalho, mas sairia dali somente depois que eles entrassem e a janela se fechasse de vez. Até que.... mais um beijinho! Desta vez mais demorado que o outro! Lindo!
A multidão vibrou! Eu então, mais ainda! Uma lágrima caiu do meu rosto.

Saí de casa e percebi que dirigia entorpecida de felicidade. Como é bom ver a celebração de um amor, todos os sentimentos vem à tona, sua vida passa como num rolo de filme. Realmente é um momento prá lá de especial.

Este ano, meu coração irá bater mais forte por duas vezes: duas grandes amigas irão celebrar seu amor eterno. Não vejo a hora. Terei que deixar a maquiagem à prova de tempestade, pois lágrimas irão rolar..... de muita felicidade, é claro.



P.S.: Uma das noivas que cito acima, cuidadosamente posta em seu lindo blog quase que diariamente tudo sobre o grande dia: http://tevejoemcasa.blogspot.com/



A melhor parte do casamento: o beijo - este foi o mais longo e mais juntinho. Que sejam felizes para sempre!

domingo, 17 de abril de 2011

Contacts Update

Há tempos tenho postergado a atualização do software do meu Xperia10 mini, pois sabia que perderia alguns contatos mais recentes.
Sempre preferi salvá-los no chip, mesmo que em linhas separadas os diferentes telefone da mesma pessoa, mas infelizmente este aparelhinho bonitinho e ordinário não me permitiu tal peripécia.

Além de ter que resgatar os contatos que tenho salvos metodicamente em minha planilha, mandei um email para algumas pessoas para ter a certeza de que estava com o número certo e até mesmo confirmar os que eu não tinha.

O mais estranho de tudo isso foi perceber como a dependência dos gadgets tem se intensificado. Em tempos de agenda do celular, não sei mais de cor nenhum telefone, nem mesmo o novo número da minha irmã e até o meu próprio celular comercial.

Passei uma semana super corrida e tive tempo de fazer isso só agora. Penei um pouco estes tempos sem alguns números que precisava contatar, mas sobrevivi.
O pior de tudo é que além disso, não tive tempo de acessar meu email particular e responder o que meus amigos me escreveram. Muito menos tive tempo de acessar o Facebook para conferir as notificações, além dos assuntos diários abordados pelos que habitam minha lista de contatos.

Parece que passei alguns dias passeando por Marte e aterrissei somente agora à noite. Confesso que passei bem este tempo longe deste vício social. Estou cogitando uma reclusão maior. Será que consigo?



Xperia 10 Mini: uma gracianha, porém uma b....inha!

sábado, 9 de abril de 2011

Um sonho em papel

Para quem curte diversos tipos de papéis, caderninhos, bloquinhos e afins, este é "o" lugar!
No ano passado, ganhei de presente 3 bloquinhos, 1 caderno e 1 lápis que, a pessoa que me deu acertou em cheio, pois eu simplesmente amei.
Li o nome no hot stamping no final do caderno e procurei o site, porém não achei nada de mais... Minha curiosidade falou mais alto e hoje resolvi conferir pessoalmente.

Um lindo espaço recheado de verdadeiras obras de artes da papelaria, com um bom gosto que até cego reconhece.
Conversando com o pessoal que trabalha lá, descobri que este lugar dos sonhos existe há 11 anos. O dono e idealizador do atelier, Luiz Fernando Machado, cria todas as peças e lança coleções 2 vezes ao ano.

Tem para todos os gostos: vintage, infantil, religioso, indiano, oriental e por aí vai.
Tirei umas fotinhos para vocês terem a certeza de que o paraíso existe. Vale a pena conferir.

Atelier Luiz Fernando Machado I http://www.ateliermachado.com.br/

Os Melhores Pratos do Mundo

Sou assim, um pouco metódica com algumas coisas. Uma delas é com a comida.
Se eu gosto de um determinado prato em um restaurante e volto a comer nele, com certeza pedirei o mesmo prato! Para uns, isso é uma forma de limitar o paladar. Para outros, esta é uma simulação do eterno retorno.
Bom, seja o que for, segue aí uma pequena lista dos melhores pratos do mundo!

La Tartine: Quiche de queijo de cabra com saladinha. O ideal é acompanhar com um bom vinho
Wraps: Wrap Romano (pedir para trocar o tomate seco por tomate fresco)
Frangó: Coxinha de frango com catupiry (este com certeza todo mundo repete!) + Cerveja Checkvar
Central das Artes: Crepe Picasso (pedir para trocar o tomate seco por tomate fresco)
Desfrutti: Crepe de Peito de Peru com Catupiry
La Bella Pizza: Meia alcachofra com muzzarela, meia palmito com catupiry
Andiamo: Conchiglia de 4 queijos ao Pomodoro
Creps & Waffles: Crepe de queijo de cabra com saladinha
Backed Potatoe: Manteiga temperada + requeijão + parmesão. Tem também o pão de batata de pizza
Casa do pão de queijo: Pão de queijo com recheio de polenguinho
The Fifities: Dog Fifities + molho rosé (trocar a batata chips por batata frita)
Leiteria: Quiche de queijo com salada (pedir para tirar a rúcula)
Café Journal: Brie quente com damasco e torradinhas
Back Bistrô: Brie com macadâmia e mel
Café da manhã na Trigueira: Requeijão na chapa + leite com chocolate
Ensalada: Pão ciabata com brie, presunto Parma e mel
Banana Split: Vitamina Mista (às vezes tomo com leite, às vezes com suco de laranja)
Almanara: Kibe cru com coalhada seca + esfihas de carne e legumes
América: Fettuccine Paulista (é um molho branco com diversos queijos)
Viena: Aquela pizzinha de entrada
Badaró: Quiche de queijo com tomate seco (até que este tomate seco não é dos piores)
Pizza Hut: Meia Peperoni, meia Brasileira
Fazenda Santa Bárbara: Bolota de catupiry
Barcelona: idem acima
Benjamin Abrahão: Croissant de presunto e queijo e outro de chocolate
Kopenhagen: Capuccino + Lajotinha
Ofner: Drageé
Mc Donalds: nº 2 com coca
Madureira: Qualquer prato, mas tem que ser com o suco de açaí
Pé no Parque: idem acima
Na Temakeria: Temaki Crunch (aquele que tem salmão + cream cheese + tabasco + flocos de arroz + arroz)
No "Kilão": Qualquer massa para me salvar
No Freezer: Mini torta de queijo com tomate cereja
No Churrasco: Além da carne, óbvio, não pode faltar um queijinho coalho e pão de alho.
Na Pastelaria: Pastel de pizza
Pilotando o fogão: Miojo de legumes
Na Casa da minha mãezinha: Gnocci à bolonhesa ou Gnocci recheado de Gorgonzola (tem muitos outros, mas estes são unânimes e óbvio, os melhores de toda a lista!)

Hummmm... deu fome?

Google Image

Sem TV

Há exatos 4 dias não ligo a TV.
Nada em particular, só não estou com vontade de assistir passivamente à nada.
Leio meus livros e mexo no meu computador. Escrever é a minha diversão do momento.
O balanço entre a vida particular e a profissional é uma linha muito tênue. Esforço-me para que desligue o botão do off de todos os meus problemas laborais simultaneamente quando aperto o do computador para ir embora.
Infelizmente meu inconsciente grita, e o real do trabalho aparece em meus sonhos.
Mais que diabos é este comprometimento tão acirrado que não me liberta em meu tempo livre?
Passeio pelas ruas e penso em assuntos diversos e, quando me pego, ele está ali, fritando minha cabeça.
Farei um pequeno esforço para me ocupar com outras coisas.
A dúvida que não quer calar: será que seu eu tivesse ligado a TV conseguiria ter me alienado de assuntos cotidianos?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nostalgia Universitária

Adentro a porta deste lugar que por muitos anos me acolheu. Caminho como se fosse mais um daqueles que lá estão por (quase) uma única finalidade: receber o diploma.
Ao andar pelos corredores, questiono-me se ainda saberia onde onde situam-se os lugares. Tenho a rápida idéia de arranjar uma razão para estar ali, além de um momento de nostalgia: ir até a lanchonete onde saciava minha fome na correria entre uma aula e outra.
Noto que as janelas de todos os prédios mudaram: todas agora parecem padronizadas com uma espécie de persiana. O chão, antes sujamente decorado com “pois” de chicletes grudados, agora dá lugar a um paralelepípedo bem simpático. Muitas outras lanchonetes ali foram abertas, até mesmo um restaurante que suspeito que seja um “Kilão”, bem onde o pessoalzinho da 8a. série da tarde costumava esperar a aula da manhã acabar e começavam a fumar seus primeiros cigarros.
Falando neles, estes tais poluentes, muletas da fraqueza de muitos, estavam bastante presentes nas mãos dos jovens alunos. Alguns seguravam o bastão de uma forma bem tosca; nitidamente esta falta de habilidade demonstra que o vício é recente.
Entro na fila e peço um croissant de presunto e queijo que vou comendo ao longo do meu percurso. Saio da praça de alimentação por outra porta, bem em frente à quadra coberta que tantas cestas fiz em meus tempos áureos de basquete.
Esporte já não representa mais o que representou um dia à esta instituição, pois exatamente 7 quadras descobertas foram extintas para darem lugar à novos prédios, rentabilizando o metro quadrado (sim, instituições de ensino também são empresas que visam o lucro). O mais engraçado é que, na entrada deste novo prédio, que minha descrição não me permitiu explorar, havia uma placa com o nome de alguém que já morreu e que possivelmente representou algo naquela história, nomeando-o. Esta placa parecia envelhecida como tantas outras centenárias que ali haviam. Pensei: “O que será que eles quiseram dizer com este signo?”
Caminho pelo lugar que, há pelo menos 10 anos atrás, ali teriam pessoas jogando vôlei e encontro outras quadras cobertas, as quais cantei vitórias e derrotas com meus saques infalíveis.
(Não, não quero sair pela mesma porta onde entrei)
Mudo a minha rota e meu objetivo agora é passar na frente dos prédios que frequentei na graduação para me divertir ainda mais com este túnel do tempo.
Durante o percurso, era nítido o aglomerado das diferentes disciplinas: os engravatados de direito, a testosterona dos engenheiros, o jeito alternativo dos arquitetos e por aí vai. Só não encontrei os estereótipos da minha área de atuação, pois agora eles encontram-se em um prédio mais moderno fora daquele campus. 
(Quando soube que este prédio inaugurara, confesso que me senti aliviada em ter sido a última turma a usufruir daquelas precárias salas. Certamente o choque ia ser muito forte se tivesse terminar minha graduação naquele prédio tecnológico e tão “descaracterístico” com esta faculdade que muito me representa.)
O prédio 9, o meu favorito, estava mais estiloso: portas de vidro abriram a visão para a beleza dos livros da biblioteca, a área comum de convivência mudou de lado e agora estava maior. Até um pórtico ali foi cuidadosamente posto para demarcar o que os arquitetos sempre quiseram: aquele prédio só para eles.
Meu maior espanto foi o quanto aquela igreja, antes parecida com um grande caixão de tijolos, foi modernizada. Agora encontram-se vastas janelas com possibilidade da visão de seu até então obscuro interior. Finalmente pude ter idéia de como ali se configurava.
Vejo algumas pessoas sentadas nas escadarias de seu maior auditório que eu costumava sentar para socializar com meus amigos e nesta hora me dei conta do quanto o tempo passou.

Avisto o mural onde li meu nome classificado no vestibular, bem próximo ao recuo no chão até hoje desenhado onde, no ensino médio havia um “tiozinho” que vendia uma porção de doces e o meu preferido era um alfajor enrolado em um papel alumínio feito com bolacha Maria.
Adentro a rua e reparo que ali próximo à entrada não encontram-se mais aquelas diversas Towners vendendo hot dog. Nem o ambulante da pizza de 2 queijos que diariamente comia estava mais lá.
Dou a volta no quarteirão pelo lado de fora e noto como o comércio evoluiu desde que parei de ali frequentar. O Pão de Açúcar já está com o logo novo, a banca estava maior, a peruana que vendia bijouterias deu lugar a um velho que vende peças de gosto duvidoso, a Saraiva ali firme e forte, além da papelaria Universitária, que sempre será a minha favorita. Novos bares e restaurantes mais bacanas foram construídos, além de um mini mercado de guloseimas.
Sinto uma pontinha de inveja ao ver o portão aberto que dá acesso à esta rua boêmia. Se no meu tempo fosse assim, provavelmente teria chegado menos vezes atrasada na aula e perdido menos ônibus.
Os famosos bares sofreram muitas mudanças, apesar do mais tradicional continuar o mesmo. Aquele que eu costumava ir, além de irreconhecível, estava lacrado. Um bar que inspirava publicitários, designers e arquitetos, agora deu lugar a um palco de cervejadas de balde regado de som sertanejo ao vivo... só podia dar nisso!
Mesmo sentindo uma certa estranheza de estar ali no meio, realizei que um dia já fiz parte daquele sistema ao reconhecer uma assistente cega, um professor que continua o mesmo e um velho segurança.
O melhor de todo este melancólico passeio foi observar as pessoas vivendo esta fase tão gostosa que já vivi. A descoberta da vida adulta, os trabalhos em grupo, as listas de chamada, os copos de cerveja, o primeiro estágio, o primeiro namoro, além de muitos primeiros que só quem passou pela faculdade sabe.



Uma vez Mackenzie, sempre Mackenzie.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Kings of Leon - Use Somebody

Sabe aquela música que toca no rádio do seu carro e que, de repente, te arrepia dos pés à cabeça?
Sim, aquela danada daquela música que você não faz a menor idéia quem seja a banda, muito menos o nome da música... você está num trânsito do cão e não consegue pegar o celular para usar o "Track id" ou o tal não funciona... pois é!

Um belo dia descobri: Kings of Leon - Use Somebody.

Os acordes da guitarra me passam uma sensação de vitória, de comemoração... é impressionante! Pena que a letra não reflita bem a minha impressão... de qualquer forma, vale a pena conferir. Ah! Não esqueça de estourar a Champagne!



domingo, 3 de abril de 2011

My Favorite: Morcheeba

Música boa a gente reconhece de longe...
Há anos e anos acompanho a tragetória desta banda inglesa, com a vocalista Skye Edwards comandando os vocais. Sua presença é obrigatória, por isso não reconheço o único álbum da banda com uma vocalista, digamos, estepe.

Fui no show do Morcheeba no final de semana passado. Claro que investi uns reais a mais para apreciá-los bem de pertinho na confortável pista vip. Conhecia todas as músicas cantadas. Confira o set list:

The Sea
Friction
Otherwise
Never an Easy Way
Even Though
Part of the Process
São Paulo
Blood Like Lemonade
Slow Down
Crimson
Trigger Hippie
Beat of the Drum
Blindfold
Over & Over
Be Yourself
Rome Wasn't Built in a Day

* Fiquei na vontade de ouvir a romântica Fear and Love.


Inesquecível performance do Morcheeba - HSBC Hall 26mar11

sábado, 2 de abril de 2011

Uma noite na Museum

Se pelo título do post vocês pensaram que eu fosse escrever algo relacionado à película que leva o mesmo nome, enganaram-se. O ponto em comum é que também trata-se de uma comédia. 

Saimos com um casal de amigos para um barzinho nas redondezas. Papo vai, papo vem e, como eles são muito bem relacionados, nos convidaram para ir numa balada a qual eles conhecem o dono e entraríamos sem pagar.
Como havia bastante tempo que eu e meu digníssimo não saíamos, ficamos tentados e pensamos: por que não?

Passamos em casa para dar um tapa no visual pois o lugar era "chic".
Chegando lá, o manobrista quase ignorou nosso carro no serviço de Vallet, só porque destoava das Land Rovers e Santa Fé que ali paravam.
Na porta, deu para sentir o que nos aguardava ali dentro: as mulheres (praticamente recém saídas da adolescência - ou ainda nela!) perderam a vergonha e se vestiram para matar. Os homens, que pareciam uniformizados, se exibiam com um ar superior de serem ricos, fortes e pegadores.

Demos a volta por trás e adentramos o local pela cozinha. No hall de entrada, fomos recepcionados por dois caras se batendo e dando o maior escândalo. Pensei: "será que sobreviveria àquela noite?"

Apesar do local ser muito bem apresentado e adornado com fina decoração, a diferença entre esta balada e o busão é que as pessoas são mais cheirosas e as do busão mais bem educadas.
Subimos no camarote ao lado do DJ. Um playboy vem reclamar conosco: "Vocês estão no meu camarote!". Minha amiga: "Fique tranquilo, estamos indo para o outro".
Passei por meio daquele povo com cara de poucos amigos; não queria que ninguém viesse falar comigo enquanto meu namorado ia ao banheiro. Não tenho mais paciência para estas coisas.
O segundo camarote estava mais cheio do que a pista então, milagrosamente encontramos ali perto um cantinho com menos pessoas por metro quadrado e nos instalamos.

Para pegar a bebida no bar e atravessar a balada com ela na mão era uma prova mais difícil do que o tobogã do Silvio Santos. Tomamos uns drinques, chacoalhamos o esqueleto, até o ápice da noite: o tão esperado "DJ Gringo" começaria a tocar.

Nunca tinha ouvido falar neste talzinho, mas tudo bem, estou fora das pistas há tempos. O estilo dele era a maior forçação de barra que eu já me deparei na frente. Seu headfone era inteiro branco e a parte que deveria apoiar no alto de sua cabeça, ficava na testa. Para ficar parececido um apache faltou somente as penas.
Dentre seus irritantes pop commercials remixados da pior forma possível, seu ego inflava com os macacos se debatendo na pista em resposta aos seus movimentos. Ele até tentou levantar vôo ali na cabine, mas sem sucesso.

O som estava ensurdecedor e o nosso cantinho superlotou. Já era tarde (pelo menos para nós) e sentimos que era a hora de irmos. Pagamos e fomos embora.

Apesar dos pesares, confesso que dei boas risadas e me diverti. O duro foi perder uma manhã espetacular no dia seguinte, o sol brilhando lá fora enquanto eu acordava com uma leve ressaca.

Quase uma obra da National Geographic: macacos se divertindo em seu habitat

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Beijos em preto e branco

Beijos, beijinhos e beijões em frente a um painel prá lá de romântico em Sevilla.



Blogs, Blogueiras e Bloguismos

Tenho uma confissão a fazer: a minha vida ficou muito mais interessante quando rompi minhas barreiras para escrever num blog.

Quando estava na faculdade, peguei o hábito de andar com um bloquinho na bolsa acompanhado de uma caneta de ponta porosa (minha preferida) e escrevia textos e mais textos para expressar meus sentimentos e exercitar minha inspiração de futura colunista.

Juntei todos numa caixa de pandora, até que num breve momento essa caixa me sufocou. Muitas lembranças haviam ali, de bons e maus momentos. Naquele caso, mais maus do que bons.
Resolvi calar o passado sofrido. Condenei-a pena de morte sem direito a último pedido. Queimei a tal da caixa em praça pública.

Há poucos dias do feito, conheci o homem mais incrível da minha vida, o qual pretendo carregar ao meu lado até quando voltar para debaixo da terra.

Desde então, aquela vontadinha de escrever estava sempre ali, me instigando.
Meus amigos mais próximos que conheciam este meu dom não acreditavam como até então eu não tinha um site só meu.
Uma grande amiga começou a escrever seu blog e me motivou! (Valeu, Cris!!!!)

Entrei no Blogger e parei quando tive que escolher o título. Eram tantas possibilidades que acabei sendo pega desprevinida. Maturei mais alguns dias, meses e aqui me encontro!

Estou super animada em escrever a cada dia mais. Mas não só por escrever, tem que ser algo interessante. Aprendo pouco a pouco a mexer nas fontes, nos fundos e descobrir que muitos amigos ao redor também tem um espacinho só deles. Amazing!

Pretendo a partir de hoje, realmente investir na função e deixar os "ensaios" mais e mais interessantes!

... aguardem!