quinta-feira, 31 de março de 2011

+ 1 protesto

Quando assistimos a alguns crimes na televisão, temos a impressão de que isso está tão longe de nós, nas favelas ou nos congressos, que jamais cruzaremos com alguém ao longo de nossas vidas que tenham este perfil.
 Ao saber de uma ex-colega de trabalho que, durante toda sua (longa) passagem por uma empresa multinacional, roubava da empresa, fiquei perplexa. Completamente em choque.
Tínhamos um convívio de certa forma próximo, afinal trabalhávamos em áreas, digamos, complementares.
 Incrível constatar como as aparências enganam, pois ela é uma pessoa simples. Ao contrário de todas, nunca se rendia ao consumismo quando almoçávamos no shopping, andava com um carro bem velho e muitas vezes comia marmita que, segundo ela, dava seu VR do mês para o filho almoçar fora pois tinha acabado de entrar na faculdade. 

Por anos a fio, com seus inocentes chefes a defendendo a ferro e fogo, ela foi se aproveitando da situação e ganhando por fora em todos os seus passos ali dentro.

Teve que mudar a presidência e a auditoria investigar o passado para a lama vir à tona, caso contrário, ela se aposentaria ali e só descobririam alguns anos depois. (isso se realmente acontecesse.)

A famosa "justa causa" não aconteceu, pois a empresa ficou com receio de que essa história pudesse repercurtir negativamente na mídia e comprometesse suas vendas no mercado.

De qualquer forma ela saiu, infelizmente da forma mais amigável possível e hoje goza de seu carro novo - desonestamente ganho em uma grande negociação - além de belos reais na conta bancária, que se multiplicou em apartamento para os filhos e bens para a família.

O que me deixa mais inconformada é a falta de ética e a frieza de arquitetar algo que, para meus valores, são extremamente descomunais.

De uma coisa tenho certeza: aqui se faz, aqui se paga. 
A vida certamente retribuirá o que ela proporcionou para a vida.

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