domingo, 27 de fevereiro de 2011

127 horas

127 horas. As mais agonizantes possível.

Ao entrar no cinema, 50% de mim esperava um filme chato e a outra metade, um digno de Oscar.

O tempo ia passando e o prepotente Aron fazia de tudo para sair daquela cilada.
Como alguém daria falta dele, se ele estava habituado a sumir sem dar satisfação à ninguém?
Depois de beber do próprio xixi, o ápice da película foi quando o desespero falou muito mais alto: a parte onde o pobre corta o próprio braço. Foram os 5 minutos mais longos e nojentos da minha vida. Havia comido pão de queijo e cupcake antes de entrar na sala e aquilo revirava no meu estômago feito uma trio elétrico de carnaval.
Não consegui olhar a cena integralmente, era demasiada bizarra e apavorante.

Ao final, sempre o aprendizado: você não está sendo submisso à ninguém pelo simples fato de dar satisfação do seu paradeiro. Por mais que você não ache, tem várias pessoas ao seu redor que te amam e se preocupam com ti.



Imagem de divulgação do filme

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"desoriginal"

A inspiração saiu para passear e deve ter se perdido no caminho...
Fiquei triste ao dar um Google e ver que tem um livro que não é de minha autoria com o nome do meu blog  :(
Pensei tantas vezes no título... inclusive demorei mais de um mês para efetivar a conta pelo fato de não me vir à cabeça um título que resumisse a essência desta página virtual.

Mas ok... nessa era hipercapitalista fica difícil provar ser original. São tantas cabeças pensantes em meio à tanta informação que em alguns momentos elas acabam girando para o mesmo lado, né?!

Print Screen do resultado de pesquisa do Google

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Facebook

O que pensar daqueles que postam, curtem sua própria postagem e, ainda por cima, também a comentam?


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Formatação

Detesto textos desformatados, com fontes diversas, tamanhos e cores diferentes...
Este parágrafo duplo que muitas vezes publico sem querer no meu blog me dá coceira...
Quase surto quando vejo uma planilha sem borda, sem cores, sem linhas...

Por que tem pessoas que não ligam a mínima para a estética básica das coisas?

Ou será que eu que sou uma neurótica por tudo em perfeito estado?


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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mais um dia na minha vida

Arranhei meu inglês hoje durante a manhã toda para acompanhar um gringo numa visita à campo. Este roteiro é um dos poucos que conheço muito bem em SP. Minha prepotência em dominar esses lugares caiu quando percebi que fazia tempo que não aparecia por lá e que muita coisa havia mudado.

O escritório parecia mais vazio do que de costume e um silêncio pairava no ar.
Enquanto carregava meu Lotus Notes, abri meu Yahoo! para ver se tinha alguma novidade, além de rapidamente olhar as chamadas da capa do Terra e do Globo.com.

Tranquilamente ia respondendo email por email, resolvendo alguns problemas diários e delegando tarefas. Amanhã será um dia cheio de muitas reuniões para alinhar tantos pontos que por enquanto permanecem soltos.

Quando me dei conta da hora, já era 17:53 e logo mais acabaria meu expediente. Pensei comigo que hoje definitivamente sairia no horário para me preparar para celebrar o aniversário da minha irmã querida.

Às 18:07 fechei meu notebook e o guardei no armário, como de costume. Peguei minha bolsa e dei um "tchau" geral sem muita expressão. Dei sorte em pegar apenas uma garoa de leve ao me dirigir ao meu longe estacionamento.

Peguei bastante trânsito na Bandeirantes e fiz em mais de meia hora um percurso que faria em 20 minutos. Durante todo caminho, conduzi tranquilamente o vai e vem de primeira e segunda marcha, somente me guiando pela visão periférica. Meu olhar estava longe e meu pensamento mais ainda. O mais engraçado é que este lugar indefinido onde ele pairava não chegava nem perto das minhas preocupações diárias, minhas contas para pagar, as roupas que terei que lavar, a casa que irei arrumar, o carro novo que estou escolhendo, a lista do meu provável casamento, o celular que poderia tocar, o emprego dos meus sonhos, meus filhos que um dia virão, minhas flores que terei que regar, meus pais, minha família.

A dois quarteirões da minha rua, começa a tocar "Let it Be". A trilha sonora perfeita para o momento. Entro na minha garagem, estaciono o meu carro com a dificuldade de sempre e o desligo. Espero a música acabar e subo para meu apartamento.

Agora encontro-me em frente à maçã do meu digníssimo. Daqui a pouco vou grudar na TV para me alienar um pouco e em seguida me arrumar para o aniversário.
E assim, mais um dia se foi.
Almocei num japonês de luxo e que, por sinal, a comida era realmente maravilhosa. A garoa nos acompanhou desde o momento em que abri o olho pela manhã. Acho que é por isso que este dia cinza me pareceu incrivelmente mais calmo.


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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Terceira Idade

Depois de exatos 21 dias de ausência, retorno.
Muito trabalho, números e negociações acabaram espantando minha inspiração.
Tenho que retornar às minhas raizes para acender a luz da criatividade.

Vi outro dia desses, uma velhinha na rua com um chapéu de palha e um elástico o prendendo ao seu queixo. Ela caminhava lentamente e usava uma blusa verde limão.
A olhei e fui longe... o que será que ela fez na vida até chegar ali? Qual profissão seguiu (se realmente teve alguma), quantos filhos, onde mora... será que eu vou chegar um dia ali?
Às vezes nossos pensamentos viajam por lugares que jamais esperamos visitar algum dia.

Olhar os velhinhos na rua e na TV me traz um saudosismo de uma época que não vivi onde tudo era muito comedido e restrito. A informação, os hábitos, a maneira de viver. Provavelmente casaram, tiveram filhos cedo e se dedicaram inteiramente a isso.

Mas, o "final feliz" que me vejo é bem parecido com o uma passagem do filme "New York, I love you". Dois velhinhos viajam para a Big Apple e comentam de seus filhos que, claro, estão preocupados com eles fora de sua cidade natal, se estão se comportando bem, etc.

O velhinho parece ser mais idoso que a senhorinha e anda com dificuldade. Ela, chama sua atenção por várias vezes dizendo que o médico indicou que andasse de outro jeito para não prejudicar sua postura. Eles "se enchem" o tempo todo, até que, ao chegarem no litoral e olharem o encontro do céu com a água, eles se encostam. Ela pousa lateralmente a cabeça nele, suspira e um flashback da vida deles passou por ali em 1 segundo.

(...)

Dois skatistas fazem uma manobra e despertam o lindo casal de seus devaneios. A realidade segue.


Cena do Filme "NY I Love You"