sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sunscreen

Quando adolescente, em meu primeiro estágio, uma mulher que trabalhava comigo um dia chegou com um VHS na mão e chamou toda a equipe para ver um vídeo.
Não era um vídeo emocional qualquer, era "o" vídeo.
Desde então, tenho certeza que a minha vida mudou. Para melhor.
Sempre quando estou desencatada com a rotina ou quando quero uma injeção ânimo, o revejo e uma nova visão daquilo que supostamente já conheço de cabo a rabo me surpreende. A cada nova fase da nossa vida, um determinado pedaço nos toca.

Impossível sair ileso. Ele adentrará em seu ser.
E aí. Vai encarar? 



sábado, 18 de dezembro de 2010

Meu Blog

21 postagens em quatro meses. Estou orgulhosa de ter vencido uma barreira que havia imposto há tantos anos que era soltar minha imaginação para registrar meus mais divagantes pensamentos.
Cada uma das postagens que releio, revivo algum dia da minha vida que se passou neste período.
Claro que meus olhos são bem críticos e penso que poderia ter melhorado uma palavra aqui e outra frase ali, mas esta é a real intenção, o título do blog não foi escolhido ao acaso.
Espero em breve escrever mais, criar mais, afinal estes são momentos de reflexão em que saio da rotina, paro de pensar no automático e tenho o poder de questionar e criticar o que está ao meu redor para sintetizar neste manifesto particular.
Minha preocupação não é fazer com que esta página tenha 1 milhão de acessos por mês e esteja no top 10 do Google. O "ir", neste caso, é mais o importante do que o "chegar".
Porque chegar, eu sei que um dia eu vou.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

2010


Final de Ano.
Mais um que se passa na velocidade da luz. Quanto mais velhos ficamos, mais o nosso tempo fica curto.
As possibilidades são ilimitadas, porém o tempo finito. 24h são pouco para fazermos tudo o que gostaríamos.

Me despeço desde brilhante 2010 em grande estilo, afinal, foi um ano de grandes conquistas.
Estourei a champagne no interior com a família e logo caí para o escritório enquanto o sol brilhava lá fora.
Poucos meses depois, estava me deliciando em uma das praias mais charmosas da América Latina, além de adentrar a uma capital que jamais imaginei que conheceria tão cedo.

Antes da metade do ano, em pouco tempo, um novo desafio.
Muito trabalho, suor e corrida. Literalmente.
Passaram-se todas as datas do calendário comercial capitalista, os quais me entreguei com louvor.
Aniversário. Um ano a mais de experiência e um a menos de vida. Comemorei em grande estilo ao lado das pessoas mais queridas da minha vida.

As pequenas luzinhas começaram a pipocar ao redor dos galhos das árvores. O Natal chegou.
Agora, a correria para comprar os presentes em agradecimento a tudo o que aconteceu ao longo do ano.
Em breve, estarei novamente vestindo branco.
2011 vem aí.

Google Image

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Orgulho versus Vergonha


Às vezes, o que para uns é motivo de vergonha, para outros é a bandeira hasteada do sucesso.
Eu detesto usar óculos. Por isso, entrei para o grupo dos operados para não ter mais que limitar minha preciosa visão com 2 retângulos que me deixavam com a mesma cara todos os dias. Ouvi dizer que tem pessoas que ficaram muito felizes ao saberem que precisavam usar as lentes corretivas e até mesmo alguns loucos que usam óculos sem grau apenas para fazer estilo. Quer alguns grauzinhos de astigmatismo aí?!

Tenho que confessar que adoro escrever. E reconheço que o faço muito bem. Desde pequena sempre me destaquei entre as melhores redações da classe, com a condecoração dos meus textos publicados todo ano no livro do colégio. Num belo dia de arrumação de armário, joguei todos fora. Adeus recordações do passado! Ficou apenas um, que minha mãe tinha guardado com tanto carinho. Este eu guardo até hoje e, confesso que foi a minha melhor redação, na época, sobre os 500 anos do descobrimento do Brasil.
Foi difícil começar a publicar os textos num blog, algo tão público e aberto. Qualquer pessoa ao ler meus parágrafos estarão, de certa forma, adentrando-se pouco a pouco ao meu eu.
Tem escritores que dizem que não escrevem nada autobiográfico. Impossível. Até mesmo porque, todas as palavras que são construídas cuidadosamente pela sua mente, passam por suas experiências, vivências, além de todo o conhecimento acumulado desde os primeiros dias de vida.
Há 3 anos, em praça pública, queimei todos os meus textos que guardava como recordação dos meus bons e maus dias. Adeus histórico!
Tinha vergonha de escrever para os outros lerem. Mas agora, essa minha esquisitice agora faz parte do meu estilo e virou meu orgulho. Vergonha tenho mesmo é do meu dedinho do pé. Não olhem para baixo quando me encontrarem!


Dou um brinde para quem advinhar qual é o meu... (Punta del Este 2010)

É muito relativo sobre o que nos dá orgulho e o que nos deixa demasiadamente envergonhados.